sábado, 21 de julho de 2007

hoje.

amanhã eu serei hoje.
hoje eu faço o amanhã.
deixar o cabelo crescer
estudar,
deixar o amor crescer
confiar,
amanhecer.
sonhos e resultados.
buscas e encontros.
pensamentos e realização.
tudo amanhã.
começa hoje.
hoje é tudo.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

ando sem nada na cabeça
ando com tudo
com graça
com flor.
mais nada.
ando voando por aí
olhando ao meu redor
fitando o umbigo meu.
sem nada.
sumi.
do mesmo modo que tudo apareceu.
do nada.
com tudo.
contudo,continuo nada.
paradoxo.
paro tudo.
tomo um gole de esquecimento
paro de pensar,
para não pesar,
ando...
sem nada na cabeça.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

ambiente

sou todo esse ambiente.
camuflado no ar,levado pelo vento.
sou toda essa canção.
e àquela outra é a que sigo,que imito.
creio em tudo,com medo de duvidar
e ser provado o contrário.
o problema é como...
como contar,
como cantar.
eu como.
mas tem gente que morre pq não come.
começo,
aliás,prossigo a perguntar se faz sentido.
se sentem,se sinto.
minto,sempre.
penso,muito.
flor nasce,morre,dá fruto.
meu futuro nem sei,
mas não vamos viver em busca dele.
ele que nos acha,
rio que encontra o mar,
cachoeira que desaba.
presente.
bem embrulhado,
surpresa gostosa.
gosto de brigadeiro de panela,
bentevi,sabiá,andorinha e quero-quero.
quero sempre mais.
mais em frente,vai.
sem medo do final do túnel
sou todo essa ambiente
posso ser vazio,escuro,seguro.
se quiser...
quero o todo.
tenho tudo.
podes não acreditar,
mas no meu mundo
você respira,come e cospe,eu.
impregnado,
sou perfume
espalhado pelo ar.
podes não acreditar,
mas sou todo esse ambiente.
muito frio,muito morno,
muito torto,muito coxo,
muito louco,mixto quente,
muito quente,muito quente.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

corpo

Meu corpo é minha casa andante,eu mesma,ninguém vê.É só um boneco aonde eu demonstro o que sinto pro mundo.Ou não,ou finjo.Minha marionete.É visto pelos que me conhecem,por mim.O nomearam,a dezesseis anos atrás de Natália.Com o tempo,começaram a chamá-lo algumas vezes por outros nomes.
Não,ninguém nunca me viu pelada.

dois segundos

Cheiro
A barba mal-feita roçando no queixo.
Caio facilmente em ilusões
E cada dia me levanto,
Mais enrolada.
Não é difícil constatar,
Quando me toca,
Sangue corre veia adentro.
Inunda cada parte minha...
Musicando gesto meu,
Incendiando a pele.
Peco do tanto que gosto.
Do tanto que quero que continue a tocar.
Tem em suas mãos as minhas,
Mata logo essa angústia de te esperar.
Prove pra mim...
Nua em pêlo.
Que pelos cantos,
Pelo centro,
Pelo meio
Por inteiro...
Sou por dois segundos única.
Por dois segundos sua.
Que em dois segundos não vai acabar.