Um pouco de doce para o amanhecer e anoitecer dos dias, ar de sobra pros pulmões, lâmpadas para as horas que escurecerem, água pra transitar de fora pra dentro e vice-versa e mãos, para agarrar a vida com vontade e nos ajudar a levantar; você ou outro. Todos nós, cada vez mais um.
Para 2013 e os próximos... ♥
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
as 7 chaves
- Por que
você não gosta de mim?
- Eu
poderia te dar vários motivos, mas o principal é porque gosto dela.
- Mas ela
está longe...
- Mas ela é
tanto, que nem precisa estar aqui.
- Acho esse
amor meio esquisito. Pra mim ele parece um sonho. É maravilhoso, mas não dá pra
levar no cinema... Não que isso seja o essencial, mas na hora que o coração
aperta um abraço vale mais que uma ligação.
- Ela é
muito mais que uma ligação. Não é qualquer coisa.
- E eu
nunca te daria qualquer abraço. Se eu te abraçasse, esse seria um abraço
exclusivamente seu. Como tudo que eu faço... Eu te separei de todas as outras
coisas. E isso é tão segredo meu, que nem podia te contar.
- Mas por
que você faz isso? Me separa de tudo, quando pra mim você é como qualquer outra
pessoa?
- Não sei.
Acho que eu vi algo de muito especial. Alguma coisa que valeria a pena ser
guardada separada, com cuidado. Eu te guardaria no esconderijo secreto que eu
tinha quando era criança, um lugar alto que eu subia escalando. O lugar onde
guardava minhas coisas favoritas.
- Mas isso
só te fará sofrer.
- No
entanto, o que eu mais sinto é medo. Você parece inalcançável, e as escadas que
eu construo nunca parecem ser altas o suficiente pra te tocar.
- Vou ter
que ir embora.
- Pode
ir... Engoli sete chaves pra trancar meu coração.
Ela ficou parada o vendo ir. Pensando que talvez ele ficasse se nunca soubesse de nada. Tentou respirar fundo, pois ainda sentia o coração tentando abrir os cadeados pra correr até ele.
Ela ficou parada o vendo ir. Pensando que talvez ele ficasse se nunca soubesse de nada. Tentou respirar fundo, pois ainda sentia o coração tentando abrir os cadeados pra correr até ele.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
locomotiva
o fim de tarde cai rápido demais
e em raios multidirecionais
sinto que vou transbordando cores diversas por aí,
noite à dentro.
é tudo um emaranhado de sentimentos sem formas,
e eu queria, sem freios, ou festas,
embarcar.
sair numa locomotiva
e ficar louca
com tanta vida, que veria.
um grande silêncio,
preenchido de luzes
efêmeras.
tão rápidas quanto a velocidade do trem.
eu só na janela, vendo com cautela,
se o amor passa por lá.
distante.
e pronta pra desembarcar,
no ponto.
deixando tudo pra trás,
no encontro...
e em raios multidirecionais
sinto que vou transbordando cores diversas por aí,
noite à dentro.
é tudo um emaranhado de sentimentos sem formas,
e eu queria, sem freios, ou festas,
embarcar.
sair numa locomotiva
e ficar louca
com tanta vida, que veria.
um grande silêncio,
preenchido de luzes
efêmeras.
tão rápidas quanto a velocidade do trem.
eu só na janela, vendo com cautela,
se o amor passa por lá.
distante.
e pronta pra desembarcar,
no ponto.
deixando tudo pra trás,
no encontro...
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Hoje eu acordei com vontade de agradecer ao mundo. Ao meu espaço, que poderia ser só espaço cheio de passos meus de um lado pro outro sem achar nada. Mas não, meu espaço é cheio de flores. Na minha vida, foram brotando pessoas lindas demais, essenciais para andar por este meu mundo deixando seus passos no meu chão. Deixando meu chão tão rico. Me sinto tão cheia, que preciso chorar. E preciso chorar, pras minhas florzinhas continuarem crescendo aqui dentro.
Ai, que delícia, essa Primavera no Natal. Que maravilhoso ver todo mundo ganhando presente.
Ai, que delícia, essa Primavera no Natal. Que maravilhoso ver todo mundo ganhando presente.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
cores quentes
não tem idade pra ser pequena
e pintar o cabelo de abóbora.
sair correndo do príncipe,
pra boca do precipício.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
E quanto às saudades? (Ou, Where you can always find me)
Me pego lembrando
você, assim, final de tarde. A
nostalgia começa e você começa a se misturar com outros, e a saudade que também
sinto deles.
Não que a saudade de hoje não seja uma saudade sua, porque é.
Não que a saudade de hoje não seja uma saudade sua, porque é.
Bom mesmo é
viver de cabeça. Em tudo. Indo sem doer. Caindo sem resgate.
Bom mesmo é rasgar a regata e ir nadar pelado no mar.
De tudo isso eu sinto falta.
Ah, como eu queria... Um dia daqueles na Esplanada. Ou boiar com você na água salgada. Ou só ver a chuva cair.
Bom mesmo é rasgar a regata e ir nadar pelado no mar.
De tudo isso eu sinto falta.
Ah, como eu queria... Um dia daqueles na Esplanada. Ou boiar com você na água salgada. Ou só ver a chuva cair.
Queria as minhas melhores saudades dos outros em você. Como se eu pudesse compactar tudo numa coisa só.
(Tá vendo o quanto essa saudade é sua?)
sábado, 3 de novembro de 2012
coração
É assim, de um tamanho que cabe nas minhas mãos em conchinha. Pequeno. Mas cheio de pequenos tesourinhos. Tudo brilha nesse espaço. E eu seguro firme, pois cada coisinha ali é única. Achei nos lugares mais malucos e improváveis, mas quando vi suas particularidades, sabia que teria que carregar comigo. Junto. Em mãos. Em dedos. Nas linhas.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
De repente ele olha com a cara de quem sabe de tudo, mas fica calado. E ela começa a rir, porque dá vontade de encher as bochechas dele com beijinhos. Mas não, ela vai ficar só rindo e vai arranjar um ponto de fuga bem rápido pra desviar o olhar. Ela sabe que ele sabe de tudo quando olha os olhos dela, e ela não ia aguentar ele vendo toda aquela confusão de quando ela tem vontade de cobrir ele de beijinhos.
Ela já nem sabe pra onde está indo, mas ela vai... Parece que tem música chamando, e ela vai como quem sai dançando por aí na Primavera, desligada do mundo, atenta aos arranjos.
Ela acha que foi ele que trouxe as flores, e o gosto de canela que está no ar. Mas ele nunca acredita.
Ele não vê.
Ela já nem sabe pra onde está indo, mas ela vai... Parece que tem música chamando, e ela vai como quem sai dançando por aí na Primavera, desligada do mundo, atenta aos arranjos.
Ela acha que foi ele que trouxe as flores, e o gosto de canela que está no ar. Mas ele nunca acredita.
Ele não vê.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Mas é ela...
Agora nem tem mais porque sofrer. Da outra vez até tinha, até não se sabia o que era, e sofrer estava liberado. Mas agora você sabe o que é. Não se engane com os beijos jogados no ar e as tardes no sofá da sala. É ela. Por mais que você não saiba quem ela é. É ela, e por isso não é você. Por isso que não vai ser. Por isso pare agora. Não tente acompanhar a corrida de um corredor, seu esforço, seu grande amor, não vão levar troféu pra casa. Nem a chuva na hora certa, nem a escolha das palavras. É ela. E seu tempo não é nada. É ela. Mesmo depois da sexta, sábado e domingo. Tão lindos... Mas é ela. E dessa vez não tem desculpa pra não entender. Pode ser doce, que não vai acontecer. Então deixa... Vai que uma hora alguém olha... E é você, d'outro.
He owns my spring...
Quando amanhece e o chão se enche das flores lavanda trazidas pelo vento da janela aberto, eu as deixo lá. É primavera por aqui, e não há porque varrer o chão. Tem gosto de baunilha... E tem Louis Armstrong entupindo meu ouvido. Ando descalça pela casa, com unhas amarelas. Ando na janela, sem roupa alguma.
Ah, é primavera... E é toda dele, ela.
Ah, é primavera... E é toda dele, ela.
E embaralho-me no chão junto às flores. Sussurro o nome dele baixinho. Me sinto temperada - mas não confunda com salada - é que não me falta frio, nem calor. Tenho dos dois e ainda mais meus cabelos, cobrindo os botões.
Ah, primavera... Quando é que ele chega pra decoração? Para o coração tocar um samba, e a transa tocar a alma?
Vou desmembrando aos poucos as pétalas de cada flor, jogando pra cima e fazendo chuva, e soltando perfume por aí. Trago nos dedos muitos anéis. E é só também o que trago. Não preciso de nada que me prenda, repito sem parar.
Vou deslizando fazer chá de canela e colocar incensos pra queimar.
Só falta ele com a chave.
E o regador.
Ah, primavera... Quando é que ele chega pra decoração? Para o coração tocar um samba, e a transa tocar a alma?
Vou desmembrando aos poucos as pétalas de cada flor, jogando pra cima e fazendo chuva, e soltando perfume por aí. Trago nos dedos muitos anéis. E é só também o que trago. Não preciso de nada que me prenda, repito sem parar.
Vou deslizando fazer chá de canela e colocar incensos pra queimar.
Só falta ele com a chave.
E o regador.
domingo, 2 de setembro de 2012
Mania de mexer
Acho que são poucas as coisas que eu deixaria como já são. Na maioria eu tenho vontade de dar um toque. Até nas lembranças...
Onde não tem música eu coloco.
Onde não tem música eu coloco.
Gente que a gente gosta
(e sonhos que não podemos sonhar).
Faz uma semana hoje.
Há um domingo atrás
Estava acordada
E lá de casa via o mar.
Lindo, lindo...
Meio adormecido de preguiça.
Tive vontade de brindar ao dia tão laranja
Aquela cor bonita dessas horas da tarde.
Fui tão bem acompanhada,
Que um brinde foi pouco
E no final já eram mais de duas,
As garrafas vazias no chão.
No final a cerveja já era tão pouca
Que tive de adicionar beijos
Às palavras sem-fim que iam se escorrendo
No passar do tempo.
Quando se viu já tava tarde
E você se foi.
Como é que alguém se vai e fica?
E me deixa tão sozinha
No meio de tanta música,
De tanto sonho que não posso sonhar.
Há uma semana estou dormindo
E você por aí,
Em outro bar...
Eu te vi sair do sonho,
Mas não consegui acordar.
Dá pra gritar pra mim daí?
Que eu vou despertando...
Às vezes até vou à praia,
Mergulhar no mar salgado,
Jogar areia nos sonhos.
Faz uma semana hoje.
Há um domingo atrás
Estava acordada
E lá de casa via o mar.
Lindo, lindo...
Meio adormecido de preguiça.
Tive vontade de brindar ao dia tão laranja
Aquela cor bonita dessas horas da tarde.
Fui tão bem acompanhada,
Que um brinde foi pouco
E no final já eram mais de duas,
As garrafas vazias no chão.
No final a cerveja já era tão pouca
Que tive de adicionar beijos
Às palavras sem-fim que iam se escorrendo
No passar do tempo.
Quando se viu já tava tarde
E você se foi.
Como é que alguém se vai e fica?
E me deixa tão sozinha
No meio de tanta música,
De tanto sonho que não posso sonhar.
Há uma semana estou dormindo
E você por aí,
Em outro bar...
Eu te vi sair do sonho,
Mas não consegui acordar.
Dá pra gritar pra mim daí?
Que eu vou despertando...
Às vezes até vou à praia,
Mergulhar no mar salgado,
Jogar areia nos sonhos.
Quando eu comecei a chorar demais
Não sei o que houve nessa manhã, que começou tão normal como outras. Não sei o que me fizeram as coisas que li, aqui, em pé no trabalho. Acho que é essa coisa de identificação que mata a gente... Eu tenho isso e cada vez que me identifico com alguma coisa parece que estou morrendo um pouquinho. Começo a sofrer as alegrias, tristezas, tudo, tudo o que a pessoa ou coisa ou animal com a qual me identifico sofre.
É muito louco, já que boa parte do meu tempo eu passo racionalizando tudo, criando mil teorias que me dêem alguma segurança, alguma fé em qualquer coisa que seja. E do nada, eu sinto as coisas mais intensas dos lugares menos prováveis. Eu olho a rua da frente, não tem nada, os carros passando, as pessoas indo comprar pão, fazer pé-e-mão, nada demais... Depois, alguma coisa dá um PLIM, eu olho a rua e ela já parece cheia de coisas, são as mesmas, nada mudou, mas ela parece cheia. O mundo parece tão delicado e eu choro por ele. E choro pelas pessoas e pelo Sol, mesmo sem saber se deveria chorar por coisas assim. Eu vou e choro muito por histórias que não são minhas, por vidas que não vivi ou vi.
Eu poderia chamar esse desabafo de "Quando o coração aperta III", já que de uns tempos pra cá ele não aliviou um segundo, mas mudei o título porque comecei a escrever entre o choro.
Eu desde que menstruei pela primeira vez, comecei a chorar demais. Quando criança era dura na queda, chorava por nada. Ria que só da minha vó, minha tia e minha mãe que qualquer comercial de margarina estavam emocionadíssimas com as lágrimas escorrendo. Mas foi isso, veio a menstruação e acho que toda essa coisa hormonal maluca de ciclos me deixou igual à elas - uma manteiga derretida -.
Mas não veio só o choro, acabei ficando realmente emocionada. Acho que o choro, inclusive, é mais consequencia da emoção. Das coisas tão bonitas, ou tão tristes que não consigo entender. Fico achando o mundo muito louco, sempre. Não consigo acompanhar, e talvez por isso eu crie tantas teorias e perguntas, tenho medo de ficar maluca sentindo tanta coisa e entendendo tão pouco o porque de tanto sentimento. Aí penso, penso e penso pra ver se chego em alguma verdade que me segure no chão. Mas não segura, que hora ou outra a chaleira aqui de dentro ferve e a emoção escapa da caixinha da teoria. Pronto, me descontrolo e fico só emoção.
O estranho é ela ter vindo à tona hoje. Já estava sentindo esquentar há uns dias, mas achei que ainda esquentaria muito mais e a emoção viria em uma hora mais significativa, não em uma manhã qualquer, no trabalho.
Enfim, nem sei direito o que escrevi... Faz tempo que não escrevo sem pensar e vou só digitando. Mas tudo bem, que isso não é um texto. É um desabafo. Se eu tirasse fotos, viria como fotos desfocadas e sem sentido. Se eu tocasse, seriam notas sem ritmo e frases soltas, desamarradas de canção. Isso é só pra controlar um pouco o choro.
É muito louco, já que boa parte do meu tempo eu passo racionalizando tudo, criando mil teorias que me dêem alguma segurança, alguma fé em qualquer coisa que seja. E do nada, eu sinto as coisas mais intensas dos lugares menos prováveis. Eu olho a rua da frente, não tem nada, os carros passando, as pessoas indo comprar pão, fazer pé-e-mão, nada demais... Depois, alguma coisa dá um PLIM, eu olho a rua e ela já parece cheia de coisas, são as mesmas, nada mudou, mas ela parece cheia. O mundo parece tão delicado e eu choro por ele. E choro pelas pessoas e pelo Sol, mesmo sem saber se deveria chorar por coisas assim. Eu vou e choro muito por histórias que não são minhas, por vidas que não vivi ou vi.
Eu poderia chamar esse desabafo de "Quando o coração aperta III", já que de uns tempos pra cá ele não aliviou um segundo, mas mudei o título porque comecei a escrever entre o choro.
Eu desde que menstruei pela primeira vez, comecei a chorar demais. Quando criança era dura na queda, chorava por nada. Ria que só da minha vó, minha tia e minha mãe que qualquer comercial de margarina estavam emocionadíssimas com as lágrimas escorrendo. Mas foi isso, veio a menstruação e acho que toda essa coisa hormonal maluca de ciclos me deixou igual à elas - uma manteiga derretida -.
Mas não veio só o choro, acabei ficando realmente emocionada. Acho que o choro, inclusive, é mais consequencia da emoção. Das coisas tão bonitas, ou tão tristes que não consigo entender. Fico achando o mundo muito louco, sempre. Não consigo acompanhar, e talvez por isso eu crie tantas teorias e perguntas, tenho medo de ficar maluca sentindo tanta coisa e entendendo tão pouco o porque de tanto sentimento. Aí penso, penso e penso pra ver se chego em alguma verdade que me segure no chão. Mas não segura, que hora ou outra a chaleira aqui de dentro ferve e a emoção escapa da caixinha da teoria. Pronto, me descontrolo e fico só emoção.
O estranho é ela ter vindo à tona hoje. Já estava sentindo esquentar há uns dias, mas achei que ainda esquentaria muito mais e a emoção viria em uma hora mais significativa, não em uma manhã qualquer, no trabalho.
Enfim, nem sei direito o que escrevi... Faz tempo que não escrevo sem pensar e vou só digitando. Mas tudo bem, que isso não é um texto. É um desabafo. Se eu tirasse fotos, viria como fotos desfocadas e sem sentido. Se eu tocasse, seriam notas sem ritmo e frases soltas, desamarradas de canção. Isso é só pra controlar um pouco o choro.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Quando o coração aperta II
Quando o coração aperta, parece que tem incêndio dentro de você. Parece que os órgãos se encheram de fumaça, foram encolhendo e ficando espremidos e cada vez menores. Você acha difícil de respirar e o coração bate rápido, numa angústia sem fim. Desejando ser espetado por uma agulha pra ver se assim, a fumaça sai e a gente tranquiliza.
Não costuro, não achei agulha nenhuma, e não sei mais o que fazer. Perguntaria a você, que me daria uma resposta perfeita, ou ao menos falaria algo pra eu rir. Mas agora você não está mais aí e eu não sei pra quem perguntar nada. E continua enchendo, enchendo...
A verdade é que estou ficando maluca com meu coração tão apertado. Mas você seria a única que entenderia a minha maluquice e meus derrames de coração.
Hoje parece que tudo acabou, a farinha de trigo do bolo que eu ia fazer, o sono que me faria dormir até as três, a chuva pra deixar o dia mais delicado... E o mais importante, que tenho até medo de citar e virar verdade.
Não costuro, não achei agulha nenhuma, e não sei mais o que fazer. Perguntaria a você, que me daria uma resposta perfeita, ou ao menos falaria algo pra eu rir. Mas agora você não está mais aí e eu não sei pra quem perguntar nada. E continua enchendo, enchendo...
A verdade é que estou ficando maluca com meu coração tão apertado. Mas você seria a única que entenderia a minha maluquice e meus derrames de coração.
Hoje parece que tudo acabou, a farinha de trigo do bolo que eu ia fazer, o sono que me faria dormir até as três, a chuva pra deixar o dia mais delicado... E o mais importante, que tenho até medo de citar e virar verdade.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
café pra dois
assim já não dá mais
que nessa noite o frio
invade o quarto pelo ar condicionado
e cade você aqui
pra rolar comigo
no meu edredom de estrelas
lá pelas quatro da manhã
na hora em que você chegar
já vou estar aqui
esquenta o seu jantar
e vem dormir
aqui comigo tão calado
tão apertado pra me esquentar
tão abraço pra não mais soltar
deixa rolar
e enrola em mim
enquanto o tempo corre
e a gente cobre
ele de beijinho
e vai dançar no sol
e depois de tanto rodar
vamos cair lá no sofá
que o dia já amanheceu,
e eu,
já to fazendo um café pra dois.
que nessa noite o frio
invade o quarto pelo ar condicionado
e cade você aqui
pra rolar comigo
no meu edredom de estrelas
lá pelas quatro da manhã
na hora em que você chegar
já vou estar aqui
esquenta o seu jantar
e vem dormir
aqui comigo tão calado
tão apertado pra me esquentar
tão abraço pra não mais soltar
deixa rolar
e enrola em mim
enquanto o tempo corre
e a gente cobre
ele de beijinho
e vai dançar no sol
e depois de tanto rodar
vamos cair lá no sofá
que o dia já amanheceu,
e eu,
já to fazendo um café pra dois.
game
Ah, que delícia é jogar assim...
Devagarinho.
E ver o dia passando,
Sem notar.
E a cada nota querer ouvir um Lá
E ver um Sol
Quando a noite acabar.
Fica um pouco mais
Que não tem perigo,
Vamos pular o medo
Que a gente ganha o jogo.
Vamos pular
Que a gente ganha.
Devagarinho.
E ver o dia passando,
Sem notar.
E a cada nota querer ouvir um Lá
E ver um Sol
Quando a noite acabar.
Fica um pouco mais
Que não tem perigo,
Vamos pular o medo
Que a gente ganha o jogo.
Vamos pular
Que a gente ganha.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Quando o coração aperta
Quis escrever de um jeito novo, porque o velho já não me basta... Já não me explica.
Estava lendo um texto de uma amiga e me apertou o peito. Aperto no peito vem sendo uma sensação cotidiana, mas parece que nesse momento de leitura aumentou um pouco. Senti que minha amiga estava sofrendo do mesmo aperto no peito e também deveria estar com os olhos cheios na hora em que escreveu. Acho que por isso dessa vez doeu mais. Lidar com meu coração apertado é difícil, mas já é conhecido, mas saber que ela está se sentindo assim e eu estou longe é terrível, quase insuportável.
Acredito que sempre deveríamos estar com o melhor amigo do lado na hora dessas dores do coração, aquele que vai te botar no colo, que nem mãe, mas que não vai julgar nada, vai só ouvir e inventar alguma coisa pra dor passar por hora.
Se eu estivesse no Rio, ainda que meu coração esteja cansado, sem dúvidas começaria o dia chamando minha amiga pra ir comer em alguma padaria num lugar diferente, bem cedinho (mesmo sabendo que ela não gosta muito de acordar cedo). Faria isso com uma teoria maluca que explicaria pra ela, de que pro coração desapertar, a primeira coisa que devemos fazer é colocar o corpo de pé. Aí faria aquela brincadeira de que "saco vazio não para em pé", ela iria rir e falar que eu estava certa. Depois do café eu falaria pra gente pegar um ônibus sem destino. Então explicaria que isso era pra ela entender que a vida é assim, a gente pode escolher o caminho, mas nunca vai saber por onde vai passar e qual vai ser o lugar da chegada. Quando chegássemos no último ponto, seria a hora de voltarmos, as voltas sempre são muito importantes. Sempre devemos saber que é possível voltar, de qualquer lugar em que estivermos.
Para finalizar, levaria ela pra praia. Eu sei o quanto ela gosta do mar, e a água é uma grande professora na vida. O ciclo da água, a espera pra chover, pra evaporar, o mar que leva, que trás, que nunca está igual. Seria a hora de tomar um banho nele e afundar o ouvido até que não se escutasse mais nada, só o coração. E deixasse que ele fosse batendo leve, como o mar calmo no fim de tarde. Falaria pra ela tentar manter o ritmo calmo do coração até a hora de dormir, e que dormisse sem pensamentos.
Hoje seria um bom dia para estar no Rio. Ainda que por aqui faça sol, tenha praia e padaria. Hoje seria um bom dia pra estar com minha melhor amiga.
Estava lendo um texto de uma amiga e me apertou o peito. Aperto no peito vem sendo uma sensação cotidiana, mas parece que nesse momento de leitura aumentou um pouco. Senti que minha amiga estava sofrendo do mesmo aperto no peito e também deveria estar com os olhos cheios na hora em que escreveu. Acho que por isso dessa vez doeu mais. Lidar com meu coração apertado é difícil, mas já é conhecido, mas saber que ela está se sentindo assim e eu estou longe é terrível, quase insuportável.
Acredito que sempre deveríamos estar com o melhor amigo do lado na hora dessas dores do coração, aquele que vai te botar no colo, que nem mãe, mas que não vai julgar nada, vai só ouvir e inventar alguma coisa pra dor passar por hora.
Se eu estivesse no Rio, ainda que meu coração esteja cansado, sem dúvidas começaria o dia chamando minha amiga pra ir comer em alguma padaria num lugar diferente, bem cedinho (mesmo sabendo que ela não gosta muito de acordar cedo). Faria isso com uma teoria maluca que explicaria pra ela, de que pro coração desapertar, a primeira coisa que devemos fazer é colocar o corpo de pé. Aí faria aquela brincadeira de que "saco vazio não para em pé", ela iria rir e falar que eu estava certa. Depois do café eu falaria pra gente pegar um ônibus sem destino. Então explicaria que isso era pra ela entender que a vida é assim, a gente pode escolher o caminho, mas nunca vai saber por onde vai passar e qual vai ser o lugar da chegada. Quando chegássemos no último ponto, seria a hora de voltarmos, as voltas sempre são muito importantes. Sempre devemos saber que é possível voltar, de qualquer lugar em que estivermos.
Para finalizar, levaria ela pra praia. Eu sei o quanto ela gosta do mar, e a água é uma grande professora na vida. O ciclo da água, a espera pra chover, pra evaporar, o mar que leva, que trás, que nunca está igual. Seria a hora de tomar um banho nele e afundar o ouvido até que não se escutasse mais nada, só o coração. E deixasse que ele fosse batendo leve, como o mar calmo no fim de tarde. Falaria pra ela tentar manter o ritmo calmo do coração até a hora de dormir, e que dormisse sem pensamentos.
Hoje seria um bom dia para estar no Rio. Ainda que por aqui faça sol, tenha praia e padaria. Hoje seria um bom dia pra estar com minha melhor amiga.
domingo, 19 de agosto de 2012
Por que as vezes amanhece nas horas que devemos dormir?
Me pergunto isso, pois não entendo como o dia pode ser tão descompassado. Se as coisas fossem justas, seria sempre noite quando precisássemos dormir. Essa noite se estenderia pelo tempo exato que precisássemos descansar pra depois acordarmos, em pleno nascer de sol, prontos. Renovados.
Eu queria algumas noites, e também daria algumas de presente, se pudesse... Não queria mexer no tempo, tem gente que precisa dormir mais, tem gente que precisa dormir menos... Mas queria poder estar acordada quando algumas pessoas acordassem, e quem sabe aí poderíamos andar de baixo do Sol, sermos claros. Brilhantes, como devemos.
Me pergunto isso, pois não entendo como o dia pode ser tão descompassado. Se as coisas fossem justas, seria sempre noite quando precisássemos dormir. Essa noite se estenderia pelo tempo exato que precisássemos descansar pra depois acordarmos, em pleno nascer de sol, prontos. Renovados.
Eu queria algumas noites, e também daria algumas de presente, se pudesse... Não queria mexer no tempo, tem gente que precisa dormir mais, tem gente que precisa dormir menos... Mas queria poder estar acordada quando algumas pessoas acordassem, e quem sabe aí poderíamos andar de baixo do Sol, sermos claros. Brilhantes, como devemos.
passou por aqui...
Eu tenho uma tendência esquisita, no que diz respeito a lidar com as coisas... Geralmente, as pessoas preferem melhorar o que está mal, arrancando o mal pela raiz. Não esperam que o copo transborde, quando ele está na metade, já saem tomando o líquido de canudinho, desesperadamente, o mais rápido possível pra que o líquido acabe. Eu, infelizmente, não sei fazer isso. Quando o líquido já está na metade do copo, eu preciso que ele transborde pra que depois se esparramar eu consiga ir limpando a bagunça.
A verdade, é que quando nada faz sentido, quando não consigo me emocionar mais e a inércia toma conta de mim, parece que preciso piorar tudo, ir ao limite, ao extremo, pra que consiga buscar algum motivo pra reagir.
Com esse esclarecimento pessoal, não consigo deixar de me perguntar... Quanto ainda cabe no copo?
A verdade, é que quando nada faz sentido, quando não consigo me emocionar mais e a inércia toma conta de mim, parece que preciso piorar tudo, ir ao limite, ao extremo, pra que consiga buscar algum motivo pra reagir.
Com esse esclarecimento pessoal, não consigo deixar de me perguntar... Quanto ainda cabe no copo?
segunda-feira, 30 de julho de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
A hora de lavar o rosto
É muito estranho, pra não dizer completamente surreal, quando você acorda em meio ao fogo. Acordar com suas coisas sendo queimadas te pega completamente despreparado... Você não sabe se chora porque saiu a tempo ou se desespera porque seus vestidos viraram cinzas.
Acontece que a vida é assim, vive pegando fogo e a gente vive despreparado, às vezes é tanta coisa queimando ao mesmo tempo que nem sabemos pelo que vale a pena chorar, se ainda vale a pena derramar lágrimas por alguma coisa.
Mas no fundo vale... Os fogos são clarões daquele jeito pra mostrarem o que tava escondido dentro dos armários, junto com aquelas roupas que você nem usava mas não jogava fora. O fogo te ajuda a ver o que não era essencial e estava perdido, fazendo volume.
Os fogos me tiraram muitas coisas esses dias, mas também me fizeram enxergar muita coisa guardada. Melhor que isso, os fogos me fizeram redescobrir a água. Ela, mais uma vez e sempre, a água apareceu pra apagar os fogos, lavar meus cabelos, esfriar as brasas e me levar a outros encontros.
Eu estava na estrada, aliás, ainda estou... E não pretendo adiar mais meus dias, nem o destino que escolhi, mas a estrada também ensina que às vezes quando se cai, deve-se seguir os próximos quilômetros um pouco mais devagar, com mais cautela...
E para isso, pra sarar os machucados, os joelhos, os desejos que queríamos realizar agora e não podemos, os sonhos que foram embora rápidos demais, queimados como incensos, temos a água, em um mar sem fim, ou numa garrafinha, sempre tem um pouquinho de água por aí pra lavar o rosto, apagar as lágrimas, os fogos e nos levantar.
Uma coisa é fato, tem muita estrada pela frente...
Acontece que a vida é assim, vive pegando fogo e a gente vive despreparado, às vezes é tanta coisa queimando ao mesmo tempo que nem sabemos pelo que vale a pena chorar, se ainda vale a pena derramar lágrimas por alguma coisa.
Mas no fundo vale... Os fogos são clarões daquele jeito pra mostrarem o que tava escondido dentro dos armários, junto com aquelas roupas que você nem usava mas não jogava fora. O fogo te ajuda a ver o que não era essencial e estava perdido, fazendo volume.
Os fogos me tiraram muitas coisas esses dias, mas também me fizeram enxergar muita coisa guardada. Melhor que isso, os fogos me fizeram redescobrir a água. Ela, mais uma vez e sempre, a água apareceu pra apagar os fogos, lavar meus cabelos, esfriar as brasas e me levar a outros encontros.
Eu estava na estrada, aliás, ainda estou... E não pretendo adiar mais meus dias, nem o destino que escolhi, mas a estrada também ensina que às vezes quando se cai, deve-se seguir os próximos quilômetros um pouco mais devagar, com mais cautela...
E para isso, pra sarar os machucados, os joelhos, os desejos que queríamos realizar agora e não podemos, os sonhos que foram embora rápidos demais, queimados como incensos, temos a água, em um mar sem fim, ou numa garrafinha, sempre tem um pouquinho de água por aí pra lavar o rosto, apagar as lágrimas, os fogos e nos levantar.
Uma coisa é fato, tem muita estrada pela frente...
sábado, 14 de julho de 2012
E pássaro fala?
Tem penas grandes porque ele voa alto no asfalto. Ele abraça o mundo com elas, me pôs de baixo das asas nessas noites frias, nessas horas loucas.
Já não se sabe se é bicho, homem, menino ou árvore.
Acho que sei porque você escolheu a estrada... A estrada nunca morre, a estrada não acaba. Tem no céu, tem no chão e tem na água. Escolhendo a estrada você escolheu a vida, sem limites, sempre dá pra andar um pouco mais, os caminhos são infinitos e gasolina não te falta.
Quero ir junto, até o centro do mundo, até o fundo de você. Quero do mesmo jeito que também quero a estrada e a vida, ilimitada.
Aqui não tem essa do céu ser o limite. Aqui nem se sabe o que é... Só do que se mistura.
Já não se sabe se é bicho, homem, menino ou árvore.
Acho que sei porque você escolheu a estrada... A estrada nunca morre, a estrada não acaba. Tem no céu, tem no chão e tem na água. Escolhendo a estrada você escolheu a vida, sem limites, sempre dá pra andar um pouco mais, os caminhos são infinitos e gasolina não te falta.
Quero ir junto, até o centro do mundo, até o fundo de você. Quero do mesmo jeito que também quero a estrada e a vida, ilimitada.
Aqui não tem essa do céu ser o limite. Aqui nem se sabe o que é... Só do que se mistura.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
sábado, 2 de junho de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Os outros
Os outros são maravilhosos. Atualmente são até muito melhores que você. Os outros tem até me surpreendido, coisa que você não faz, já que até seu silêncio eu já prevejo, até sua indiferença se tornou rotineira.
Você se tornou muito previsível na sua ausência e os outros me levam pra dançar, me enchem os olhos de brilho quando me fazem sorrir e até de raiva quando não aparecem.
Como eu queria que me bastassem essas surpresas, esses risos, esses outros... Como eu queria que fossem grandes o suficiente para me levarem daqui, sem tempo pra que eu inventasse qualquer desculpa pra não ir. Não que eu estivesse fazendo alguma coisa, mas só por me ocupar tempo demais esperar por você.
Queria ao menos que os beijos não soassem como traição, fossem pelo menos como meus beijos do passado, beijos cheios de mim, ainda que muitas vezes vazios. Agora só tenho beijos cheios de nós, vazios de mim. Pois quem eu sou, agora que não mais nós? Que fio você cortou que me deixou assim, tão sua, tão pouco minha?
Eu amo os outros, porque são simples, porque com eles não há frio. Não há frio, calor, nem nada. Mas se for assim, seguindo a lógica, te odeio. Nunca achei que falaria isso, mas se seguir a lógica, te odeio. Odeio você ser quente, frio, primavera, outono, odeio que seja tudo isso pra mim, a ponto de ocupar meu ano. Se ao menos por um dia você não fosse nada, quem sabe os outros poderiam ser alguma coisa?
As noites passam, os dias correm, e os outros nunca deixam de vir, de todos os lados. Só não vejo mais você... Me pergunto se enlouqueci e você não virou outro, e eu não percebi, tão perdida nas lembranças de nós. Vagando nas memórias do que fomos, como um fantasma que vaga numa grande cidade vazia.
Você se tornou muito previsível na sua ausência e os outros me levam pra dançar, me enchem os olhos de brilho quando me fazem sorrir e até de raiva quando não aparecem.
Como eu queria que me bastassem essas surpresas, esses risos, esses outros... Como eu queria que fossem grandes o suficiente para me levarem daqui, sem tempo pra que eu inventasse qualquer desculpa pra não ir. Não que eu estivesse fazendo alguma coisa, mas só por me ocupar tempo demais esperar por você.
Queria ao menos que os beijos não soassem como traição, fossem pelo menos como meus beijos do passado, beijos cheios de mim, ainda que muitas vezes vazios. Agora só tenho beijos cheios de nós, vazios de mim. Pois quem eu sou, agora que não mais nós? Que fio você cortou que me deixou assim, tão sua, tão pouco minha?
Eu amo os outros, porque são simples, porque com eles não há frio. Não há frio, calor, nem nada. Mas se for assim, seguindo a lógica, te odeio. Nunca achei que falaria isso, mas se seguir a lógica, te odeio. Odeio você ser quente, frio, primavera, outono, odeio que seja tudo isso pra mim, a ponto de ocupar meu ano. Se ao menos por um dia você não fosse nada, quem sabe os outros poderiam ser alguma coisa?
As noites passam, os dias correm, e os outros nunca deixam de vir, de todos os lados. Só não vejo mais você... Me pergunto se enlouqueci e você não virou outro, e eu não percebi, tão perdida nas lembranças de nós. Vagando nas memórias do que fomos, como um fantasma que vaga numa grande cidade vazia.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
E se,,,
E se dessa vez fosse só simples?
Fôssemos estranhos outra vez e no meio do mundo nos encontrássemos, sem avisos, sem vozes...
Eu passaria a noite com você, sem despertadores, ou dores, ou horas.
Se dessa vez, ou se só hoje mesmo, eu te chamasse pra entrar e você entrasse, sem medo?
O medo só vem do que a gente conhece, mas dessa vez não te falaria nem meu nome.
Te convidaria pra entrar só por ter te visto... Assim, de repente, deslizando entre as ruas.
Fôssemos estranhos outra vez e no meio do mundo nos encontrássemos, sem avisos, sem vozes...
Eu passaria a noite com você, sem despertadores, ou dores, ou horas.
Se dessa vez, ou se só hoje mesmo, eu te chamasse pra entrar e você entrasse, sem medo?
O medo só vem do que a gente conhece, mas dessa vez não te falaria nem meu nome.
Te convidaria pra entrar só por ter te visto... Assim, de repente, deslizando entre as ruas.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Bom dia
Acordei. Acordei!
Foi bom dormir por um tempo. Aliás, foi essencial dormir por um tempo. Sonhei, chorei, voltei a dormir encolhidinha me abraçando, dentro e fora.
Reaprendi a me abraçar na hora de dormir, a rezar pros sonhos virem bons, reaprendi a acalmar meu coração quando ele estava agitado demais e querendo sair pela boca.
Pronto.
Que agora que acordei só penso em ir. E acordei com um café delicioso, concentrado e cheio de energia. Redescobri os encantos do café, e do dia... E de andar por aí.
Acordei... E essa manhã em particular está tão viva, ainda que eu tenha perdido o horário de caminhar na praia, que só queria largar todas as obrigações do dia pra ficar acordada por aí, ou bem aí. Aí. Não sei bem se você quer que eu fique aí, mas acabei de acordar, então acho que ainda posso pegar um pouco dos meus sonhos da noite e misturá-los ao café... Pro dia ser mais gostoso... Pra trocar a preguiça do acordar com o entusiasmo das surpresas que vem quando a gente acorda.
Bom dia!
sábado, 5 de maio de 2012
Untitled
Me parece que somos todos caminhos, uma mistura de avenidas, mãos... Todas interligadas e fazendo parte da mesma coisa. Somos todos uma coisa só, mas totalmente distintos, completamente cruzados.
De uma irracionalidade enorme, que ao mesmo tempo que se isola, quer se prender, fazer parte do conjunto. Quer se encaixar, ainda que procure não se perder, não se tocar.
Não vejo perdas, só caminhos... Ruas que cruzam e depois se bifurcam. Pessoas fugidas que se enforcam.
sábado, 28 de abril de 2012
Você é o composto, a mistura quase infalível do que eu sempre pedi.
E é uma pena perder isso por não te amar.
Não sei se é por ser cedo ou tarde, mas acontece que já estou entregue... Sou difícil de ir, mas quando vou, vou até o fundo, até o não caber mais, chego a ultrapassar portais, janelas e fechaduras, indo até mais do que deveria (acho). Quando acredito, permaneço, ainda que me mandem embora, teimosa demais. Crente demais...
Me desculpa por você estar aqui e eu estar lá... Tão longe... Tão perto do mar. Sim, porque ele é mar, ele é todo o mar, de idas e vindas e ondas, e azul. E verde também. E fluxo de cores, e deslinear (que eu nem sei se é palavra que existe, mas que se não for, é a que encontrei pra explicar),
Me desculpa, ele é mar e eu estou nadando ainda, profundamente, perdida, dentro das cores de mar dos olhos dele... Do maremoto que mudou tudo. Mas que não sinto que é mar morto. Eu o sinto vivo, e ainda que perdendo a respiração, já que não aprendi as artimanhas da apnéia, estou mergulhada.
Mas se quiser, espere que meu ar termine, que o mar me deixe na praia, ou que eu ande até ela.
Só aí, você que é terra, pode me puxar pra areia, me dar onde pisar, com cuidado e calma.
E é uma pena perder isso por não te amar.
Não sei se é por ser cedo ou tarde, mas acontece que já estou entregue... Sou difícil de ir, mas quando vou, vou até o fundo, até o não caber mais, chego a ultrapassar portais, janelas e fechaduras, indo até mais do que deveria (acho). Quando acredito, permaneço, ainda que me mandem embora, teimosa demais. Crente demais...
Me desculpa por você estar aqui e eu estar lá... Tão longe... Tão perto do mar. Sim, porque ele é mar, ele é todo o mar, de idas e vindas e ondas, e azul. E verde também. E fluxo de cores, e deslinear (que eu nem sei se é palavra que existe, mas que se não for, é a que encontrei pra explicar),
Me desculpa, ele é mar e eu estou nadando ainda, profundamente, perdida, dentro das cores de mar dos olhos dele... Do maremoto que mudou tudo. Mas que não sinto que é mar morto. Eu o sinto vivo, e ainda que perdendo a respiração, já que não aprendi as artimanhas da apnéia, estou mergulhada.
Mas se quiser, espere que meu ar termine, que o mar me deixe na praia, ou que eu ande até ela.
Só aí, você que é terra, pode me puxar pra areia, me dar onde pisar, com cuidado e calma.
domingo, 22 de abril de 2012
Dia da Terra
Já que hoje é Dia da Terra, vou sair plantando por aí... Abrirei espaço pra que surjam novas sementes e deixarei que se surgirem, trazidas pelo vento, possam crescer em mim. Devagar. Quem sabe hoje não é o começo de um novo jardim? E este será repleto de flores?
Hoje é Dia da Terra e vou me misturar... Aprender seus segredos do tempo. Paciência, para mim e para a Terra. Até a chuva ajuda a crescermos, até os ventos que levam, trazem. Não se preocupe Terra, mesmo depois de furacões, terremotos, e confusões, há de florir.
Hoje é Dia da Terra e vou me misturar... Aprender seus segredos do tempo. Paciência, para mim e para a Terra. Até a chuva ajuda a crescermos, até os ventos que levam, trazem. Não se preocupe Terra, mesmo depois de furacões, terremotos, e confusões, há de florir.
sábado, 21 de abril de 2012
Se eu soubesse
Se eu soubesse que você iria, tudo seria diferente.
Começaria te acordando todos os dias com vários beijos naquela sua pintinha no queixo. Aquela que eu já falei mil vezes que era apaixonada. Também teria desligado a televisão e tirado a roupa, a minha, a sua, só pra nos enxergarmos, só para ficar olhando você passar pela casa. Da sala pra cozinha, da cozinha pro quarto... E adorando cada parte, até a parte que você é bonito demais.
Mas não soube de nada e agora sinto falta do que não fiz, das vezes que queria gritar que eu era louca por você pros vizinhos escutarem. Ou gritar que você me arrancasse a roupa e me amasse a noite toda.
Você apareceu sem avisos, e nunca marcamos hora pra nada. Acho que por isso que você também foi assim, inexperadamente.
Foi... Dói demais falar foi, como dói não falar mais "dois", pra qualquer pedido que eu faça... Fico repetindo sempre que tenho que aceitar, que tudo é como deve ser, mas meu coração não acompanha meus pedidos e está perdido por aí, procurando o seu nas madrugadas, às onze da noite e manhãs de domingo.
Ah, se eu soubesse... Como teria lido mais seus olhos, decorado mais seu corpo, sua casa... Se eu soubesse teria ficado. Diferente do que eu fiz: fiquei e fugi.
Meu tempo parece maior agora que não tem você pra ocupar alguns espaços, mas enfim, tenho que te deixar, já que é isso, me encontrar em outros caminhos, mais uma vez. Quanto a você, desejo que sua estrada seja cheia de tesouros, banhada por mares e que o Sol te siga até o fim.
Mas bonito, não vá embora sem saber, se quiser voltar te faço um mapa, dos dedos do meu pé à meus cabelos. Devagar em cada curva, mas sem atalhos.
Dirija com cuidado e não se contenha... Ainda que talvez você tenha de se perder um pouco pra isso.
domingo, 15 de abril de 2012
Na noite
O dia vem pra confundir a gente.
De repente a noite se foi,
Mas transcorremos nela.
Corremos pros beijos,
pro corpo.
E agora com o Sol?
Como será no claro?
Nós vamos.
Somos um encontro sem nome,
Como o escuro...
Mas simples, e puro, e íntegro
Um pique-esconde.
Um esconde e acha.
No medo de ir vivendo,
Com as luzes apagadas.
Na certeza que nossas mãos
Se acham na penumbra,
E nossos olhos na multidão.
De repente a noite se foi,
Mas transcorremos nela.
Corremos pros beijos,
pro corpo.
E agora com o Sol?
Como será no claro?
Nós vamos.
Somos um encontro sem nome,
Como o escuro...
Mas simples, e puro, e íntegro
Um pique-esconde.
Um esconde e acha.
No medo de ir vivendo,
Com as luzes apagadas.
Na certeza que nossas mãos
Se acham na penumbra,
E nossos olhos na multidão.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Depois de ter você...
Foi tão ruim quase perder você, que eu cheguei a desejar nunca ter te visto.
Desde que eu te vi foi assim, quente. A primeira vez que vi seus olhos, dentro de tanta confusão, embaralhada com tanto barulho, senti calor. Achei que passaria, como vários outros fogos já passaram e se foram, e eu apaguei. Mas você permaneceu, quente. Cada vez mais presente, tão real a ponto de me matar de medo. Ainda sim eu fiquei... Depois de tantas fugas, resolvi ficar. Mas meio brincando no começo, meio a distância.
Aí não deu mais, a brincadeira ficou séria, e eu já queimava tanto que era inútil tentar apagar. Uma vez que a gente se joga não tem mais volta, só queda. Estou no ar, no céu, no meio do caminho, mas sei que quero você... Durante o percurso e na hora da chegada no chão. Sei também que você não pode me prometer que estará lá, nem eu posso te assegurar que quando cair, cairei nos seus braços (o tempo que pode durar uma queda pode abrir muitas possibilidades de vida), mas acho que mais importante que a chegada, é o caminho, e a estrada que estou seguindo agora, não tem desvios, só tem você. E quero, muito, continuar caminhando.
Nunca te obrigaria a saber de tudo, nem a querer viver fervendo e ir andando o mesmo caminho que estou andando, não acredito em nada obrigado. Mas também não posso ignorar minhas vontades, se você não quiser me dar a mão nesse percurso, eu tenho que deixá-lo achar suas próprias estradas, escadas, atalhos e quedas, enquanto, ainda que arrasada, eu aprenda a voar e respirar até que possa me jogar de novo.
Mas não, não quero pensar nisso. Eu abri os olhos e você ainda está aqui. A estrada ainda é a mesma e nós vamos sair queimando juntos, mesmo que devagarinho e estudando todos os passos pro medo diminuir e o tempo vir clareando todas nossas dúvidas. Basta não desentrelaçar os dedos e dormir, quando a certeza não aparecer, juntos.
Desde que eu te vi foi assim, quente. A primeira vez que vi seus olhos, dentro de tanta confusão, embaralhada com tanto barulho, senti calor. Achei que passaria, como vários outros fogos já passaram e se foram, e eu apaguei. Mas você permaneceu, quente. Cada vez mais presente, tão real a ponto de me matar de medo. Ainda sim eu fiquei... Depois de tantas fugas, resolvi ficar. Mas meio brincando no começo, meio a distância.
Aí não deu mais, a brincadeira ficou séria, e eu já queimava tanto que era inútil tentar apagar. Uma vez que a gente se joga não tem mais volta, só queda. Estou no ar, no céu, no meio do caminho, mas sei que quero você... Durante o percurso e na hora da chegada no chão. Sei também que você não pode me prometer que estará lá, nem eu posso te assegurar que quando cair, cairei nos seus braços (o tempo que pode durar uma queda pode abrir muitas possibilidades de vida), mas acho que mais importante que a chegada, é o caminho, e a estrada que estou seguindo agora, não tem desvios, só tem você. E quero, muito, continuar caminhando.
Nunca te obrigaria a saber de tudo, nem a querer viver fervendo e ir andando o mesmo caminho que estou andando, não acredito em nada obrigado. Mas também não posso ignorar minhas vontades, se você não quiser me dar a mão nesse percurso, eu tenho que deixá-lo achar suas próprias estradas, escadas, atalhos e quedas, enquanto, ainda que arrasada, eu aprenda a voar e respirar até que possa me jogar de novo.
Mas não, não quero pensar nisso. Eu abri os olhos e você ainda está aqui. A estrada ainda é a mesma e nós vamos sair queimando juntos, mesmo que devagarinho e estudando todos os passos pro medo diminuir e o tempo vir clareando todas nossas dúvidas. Basta não desentrelaçar os dedos e dormir, quando a certeza não aparecer, juntos.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Milagres
A gente confia muito pouco na vida...
Parece que com tantos desafios, nenhuma surpresa há de ser boa. Parece que temos sempre que viver hesitando, como se hesitar, pensar mil vezes antes de agir, fosse nosso único escudo de proteção contra qualquer desventura.
Aí é que erramos. Quando queremos, ou pelo menos tentamos, nos privar de tudo. Aí é que nos privamos das milhares surpresas que a vida pode nos trazer. E traz.
Acho que a vida é cheia de milagres, cheia de encontros inesperados e situações loucas. Cheia de milagres.
Agradeço muito por poder ver a vida passar e ir dançando com ela, seja qual for a música da vez. Também por ser testemunha do tempo, suas primaveras e invernos. A hora de florir e a de repousar.
Que eu não hesite e possa ser surpreendida. Que isso continue me dando fé. Que ela cresça no meu coração e nasça todo dia.
Parece que com tantos desafios, nenhuma surpresa há de ser boa. Parece que temos sempre que viver hesitando, como se hesitar, pensar mil vezes antes de agir, fosse nosso único escudo de proteção contra qualquer desventura.
Aí é que erramos. Quando queremos, ou pelo menos tentamos, nos privar de tudo. Aí é que nos privamos das milhares surpresas que a vida pode nos trazer. E traz.
Acho que a vida é cheia de milagres, cheia de encontros inesperados e situações loucas. Cheia de milagres.
Agradeço muito por poder ver a vida passar e ir dançando com ela, seja qual for a música da vez. Também por ser testemunha do tempo, suas primaveras e invernos. A hora de florir e a de repousar.
Que eu não hesite e possa ser surpreendida. Que isso continue me dando fé. Que ela cresça no meu coração e nasça todo dia.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Acho que nossos corações nunca estão na gente.
Vamos nos apaixonando assim, sem querer, devagarinho ou às vezes só num olhar... E nessa lá vai o coração, tentando habitar outro espaço, fazer parte de outro corpo.
Ficam nessa dança psicodélica e ilusória. Por que amar é sempre meio ilusão. É sempre muito do que a gente cria em cima do outro dentro da nossa cabeça.
Não existem mapas, no amor estamos sempre perdidos e na busca... Do olhar, da certeza, da casa. Sem saber totalmente se quando nosso coração for morar lá no do outro, o do outro vai ao mesmo tempo vir morar no nosso. E é um risco ficar sem coração pra bater...
Mas a gente arrisca, porque o coração é incontrolável, super teimoso e impossível de se adestrar. Aí compra passagens, passa o telefone, beija durante três horas, mergulha, faz tatuagem e tira fotos.
Mas no final, acho que o maior medo é de que ele volte pra nós.
Vamos nos apaixonando assim, sem querer, devagarinho ou às vezes só num olhar... E nessa lá vai o coração, tentando habitar outro espaço, fazer parte de outro corpo.
Ficam nessa dança psicodélica e ilusória. Por que amar é sempre meio ilusão. É sempre muito do que a gente cria em cima do outro dentro da nossa cabeça.
Não existem mapas, no amor estamos sempre perdidos e na busca... Do olhar, da certeza, da casa. Sem saber totalmente se quando nosso coração for morar lá no do outro, o do outro vai ao mesmo tempo vir morar no nosso. E é um risco ficar sem coração pra bater...
Mas a gente arrisca, porque o coração é incontrolável, super teimoso e impossível de se adestrar. Aí compra passagens, passa o telefone, beija durante três horas, mergulha, faz tatuagem e tira fotos.
Mas no final, acho que o maior medo é de que ele volte pra nós.
terça-feira, 6 de março de 2012
Como amar leve se nós somos tão pesados?
Ando me fazendo essa pergunta constantemente. Queria tanto apagar as linhas da minha mão, as da minha vida, as do tempo e começar do zero, livre, limpa, como que emergindo da água depois de um mergulho profundo. Acho que só apagando tudo conseguiria ser assim, tão leve como sempre deveria ser o amor. Mas o que acontece é que... Na verdade o que acontece são muitas coisas, muitos outros amores, outros tempos, outros risos, brigas, lágrimas, erros, erros e coisas muito certas. Foram pedidos de casamento, juras eternas, separações, casos...
Eu fico meio impressionada às vezes com o quão cheia é minha vida, isso com apenas 20 anos. Para outras pessoas ela pode nem parecer ser muito cheia, mas pra mim é a eternidade. Dentro desses 20 e quase 21 anos, eu vivi demais. Mais uma vez repito, muitos podem achar que não vivi nada, mas enfim... Pra mim é a eternidade.
E o preço dessa eternidade são essas marcas que vão tomando conta da gente... Às vezes por fora, muitas vezes por dentro, não faz diferença, elas estão aí, em todo mundo. Sendo quase impossível, ao meu ver, ser leve.
As bagagens são tantas... Malas cheias, malas vazias e vice-e-versa. Não tem como esquecer, tanto para encher como para esvaziar. Espalha tudo, mistura e depois junta novamente. São tantos processos pelos quais passamos e tantas viagens...
Não sei se um dia conseguirei ser completamente leve, completamente livre, ou ao menos, completa. Enquanto isso, o jeito é ir vivendo... Meio de dieta, pra vida. Pra ela ser menos pesada, pra podermos escolher os sapatos que vão continuar caminhando, os que vão guardados no fundo da bagagem e os que temos que dar um jeito de jogar fora, por mais difícil que seja.
Sei que é difícil seguir essa fórmula, dieta nunca é fácil... Mas sei lá, quem sabe com uma reeducação sentimental não dê pra aprender a amar sem grilo?
Eu fico meio impressionada às vezes com o quão cheia é minha vida, isso com apenas 20 anos. Para outras pessoas ela pode nem parecer ser muito cheia, mas pra mim é a eternidade. Dentro desses 20 e quase 21 anos, eu vivi demais. Mais uma vez repito, muitos podem achar que não vivi nada, mas enfim... Pra mim é a eternidade.
E o preço dessa eternidade são essas marcas que vão tomando conta da gente... Às vezes por fora, muitas vezes por dentro, não faz diferença, elas estão aí, em todo mundo. Sendo quase impossível, ao meu ver, ser leve.
As bagagens são tantas... Malas cheias, malas vazias e vice-e-versa. Não tem como esquecer, tanto para encher como para esvaziar. Espalha tudo, mistura e depois junta novamente. São tantos processos pelos quais passamos e tantas viagens...
Não sei se um dia conseguirei ser completamente leve, completamente livre, ou ao menos, completa. Enquanto isso, o jeito é ir vivendo... Meio de dieta, pra vida. Pra ela ser menos pesada, pra podermos escolher os sapatos que vão continuar caminhando, os que vão guardados no fundo da bagagem e os que temos que dar um jeito de jogar fora, por mais difícil que seja.
Sei que é difícil seguir essa fórmula, dieta nunca é fácil... Mas sei lá, quem sabe com uma reeducação sentimental não dê pra aprender a amar sem grilo?
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
a chave
Estou numa mistura louca, meio pânico, meio surpresa, meio euforia. Uma coisa que eu nunca senti antes e que agora veio assim, rápida.
Eu olho para os lados e tudo está claro e eu grande pra poder trocar lâmpadas e alcançar tudo. E eu pequena pra caber ali, perto do seu coração. Tenho uma chave para abrir a porta e criar um mundo... Mais que isso, uma chave para abrir seu coração, e cuidar dele... Não tenha dúvidas, eu vou cuidar. Mais que do céu, do mar e do seu jardim.
Eu vou cuidar das gavetas, de tudo que a gente for colocando nelas. Faço questão de encher cada uma devagar e ir guardando só as coisas boas.
Vou encher os vasos de flores, de beijos e gatos. Ir escrevendo o amor nos espelhos e trancando bem a porta pras palavras não fugirem.
Às vezes eu nem acredito nisso tudo, e vou procurando nos seus olhos as respostas pros meus mil medos. Às vezes acho, às vezes não, mas não me canso de ir procurando você... Em cima da mesa da cozinha, de baixo do chuveiro, na beirada da cama... Ficar te procurando é uma das coisas que eu mais gosto atualmente. E toda vez que te acho parece um pouco tesouro.
E eu adoro ir te achando mais todo dia e acordando mais todo dia e pensando todo dia numa vida inteira, assim... Comprando tinta e cobrindo as paredes de cor.
Quero pintar tudo de azul.
Eu olho para os lados e tudo está claro e eu grande pra poder trocar lâmpadas e alcançar tudo. E eu pequena pra caber ali, perto do seu coração. Tenho uma chave para abrir a porta e criar um mundo... Mais que isso, uma chave para abrir seu coração, e cuidar dele... Não tenha dúvidas, eu vou cuidar. Mais que do céu, do mar e do seu jardim.
Eu vou cuidar das gavetas, de tudo que a gente for colocando nelas. Faço questão de encher cada uma devagar e ir guardando só as coisas boas.
Vou encher os vasos de flores, de beijos e gatos. Ir escrevendo o amor nos espelhos e trancando bem a porta pras palavras não fugirem.
Às vezes eu nem acredito nisso tudo, e vou procurando nos seus olhos as respostas pros meus mil medos. Às vezes acho, às vezes não, mas não me canso de ir procurando você... Em cima da mesa da cozinha, de baixo do chuveiro, na beirada da cama... Ficar te procurando é uma das coisas que eu mais gosto atualmente. E toda vez que te acho parece um pouco tesouro.
E eu adoro ir te achando mais todo dia e acordando mais todo dia e pensando todo dia numa vida inteira, assim... Comprando tinta e cobrindo as paredes de cor.
Quero pintar tudo de azul.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
"It's just so easy when the whole world fits inside of your arms"
Sinto que cada vez meu mundo se torna mais pequeno.
Não no sentido de estar ficando fria e a amplidão desinteressante, mas é que agora parece que não preciso ir pra lugar nenhum pra ter o mundo comigo. O meu mundo está me bastando mais que qualquer viagem ou festa ou mil pessoas novas... Ele anda cabendo dentro da minha mão e está mais delicado e decorado do que nunca.
É muito louca essa coisa de tranquilidade... Essa facilidade em abrir mão de fazer um giro de 360 graus e se permitir fechar os olhos. Eu, sempre tão inquieta, tão "em-busca", nunca achei que fosse deitar, ver a chuva cair, fechar as cortinas e ficar feliz, assim, aconchegante em mim. Muito menos em você.
É, mas fiquei...
Não no sentido de estar ficando fria e a amplidão desinteressante, mas é que agora parece que não preciso ir pra lugar nenhum pra ter o mundo comigo. O meu mundo está me bastando mais que qualquer viagem ou festa ou mil pessoas novas... Ele anda cabendo dentro da minha mão e está mais delicado e decorado do que nunca.
É muito louca essa coisa de tranquilidade... Essa facilidade em abrir mão de fazer um giro de 360 graus e se permitir fechar os olhos. Eu, sempre tão inquieta, tão "em-busca", nunca achei que fosse deitar, ver a chuva cair, fechar as cortinas e ficar feliz, assim, aconchegante em mim. Muito menos em você.
É, mas fiquei...
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Somethings never change
É preciso esquecer do que passou... Por mais que tenha doído e que tenham existidos mil xingamentos... É preciso esquecer.
É preciso esquecer porque o que é pra ficar, fica. O que foi verdade nunca muda... Mesmo com tantos outros, com tantos anos e com tanto choro.
As coisas só morrem quando a gente deixa... Se houver alguma emoção, mesmo que mínima, as coisas não morrem jamais, por mais que o tempo vá voltando a costurá-las aos poucos.
Anos não são dias e amor, amor é pra sempre... Mudando de endereço, de forma, ou mesmo passando por furacões.
Amor não acaba, vai passar por provas e gritos e épocas terríveis.
Mas é eterno...
É preciso esquecer porque o que é pra ficar, fica. O que foi verdade nunca muda... Mesmo com tantos outros, com tantos anos e com tanto choro.
As coisas só morrem quando a gente deixa... Se houver alguma emoção, mesmo que mínima, as coisas não morrem jamais, por mais que o tempo vá voltando a costurá-las aos poucos.
Anos não são dias e amor, amor é pra sempre... Mudando de endereço, de forma, ou mesmo passando por furacões.
Amor não acaba, vai passar por provas e gritos e épocas terríveis.
Mas é eterno...
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Tudo que a gente escreve é meio desabafo...
As cartas de amor, os olhos inchados, as estórias... Até a vida dos outros.
O que é e o que não é.
A vida só parece real quando aqui, no meu quarto. -Em uma saudade constante que me reconforta por saber que por aí, tem uns poucos que fazem uma diferença absurda na vida.- E aí, no seu, cheio de...
Já são tantas coisas.
A vida real não pode ser nada além disso, porque o resto é só absurdo demais, pesado demais para os ombros embaixo do Sol.
A vida não é trabalho da forma que é vista. É trabalho para conseguir perceber o que é real, difícil, porque o que é real, geralmente não se toca. O que está claro, geralmente é muito louco.
Ah, sem mencionar as pessoas... umas que ainda invadem seu dia para que você não pareça nada... Nem deveria mencionar, gente assim é que não existe mesmo. Hoje, pra dormir, vou acreditar que essas pessoas não existem. Vou acreditar com tanta força, que amanhã ao acordar não vou enxergá-las.
Não enxergo mais gente invisível, lema da noite e dica pra vida.
Já são tantas coisas.
A vida real não pode ser nada além disso, porque o resto é só absurdo demais, pesado demais para os ombros embaixo do Sol.
A vida não é trabalho da forma que é vista. É trabalho para conseguir perceber o que é real, difícil, porque o que é real, geralmente não se toca. O que está claro, geralmente é muito louco.
Ah, sem mencionar as pessoas... umas que ainda invadem seu dia para que você não pareça nada... Nem deveria mencionar, gente assim é que não existe mesmo. Hoje, pra dormir, vou acreditar que essas pessoas não existem. Vou acreditar com tanta força, que amanhã ao acordar não vou enxergá-las.
Não enxergo mais gente invisível, lema da noite e dica pra vida.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
-Você tem que entender do meu medo. (Ela disse) E eu morro de medo de você. E meu medo funciona de um jeito, que vai tentar sempre te afastar de mim. Eu vou fazer os testes mais absurdos pra saber se mesmo assim, você vai querer ficar comigo. Mesmo com todo minha loucura, meus mil pensamentos, minha inconstância e desorganização. Vou fazer isso chorando, sabendo que deveria ser só simples e só calmaria, sabendo que com essa loucura que é meu medo, você vai acabar cansando e querendo ir embora. Mas vou fazer porque não aprendi de outro jeito.
Já caí muito do céu nos meus sonhos voando e doeu tanto, que agora eu fico no chão. É complicado de explicar, mas toda vez que penso em levantar voo de novo, meu medo dá um jeito de me deixar no chão. Eu sei que foi assim com você. Mas se você quiser ficar e me ensinar a voar de novo, preciso da sua calma, de não dar ouvidos pra mim querendo te afastar. Nessas horas só preciso que você me coloque pra dormir, pra tudo se alinhar novamente dentro de mim e eu ir vendo que você não é medo, que você está aqui.
Já caí muito do céu nos meus sonhos voando e doeu tanto, que agora eu fico no chão. É complicado de explicar, mas toda vez que penso em levantar voo de novo, meu medo dá um jeito de me deixar no chão. Eu sei que foi assim com você. Mas se você quiser ficar e me ensinar a voar de novo, preciso da sua calma, de não dar ouvidos pra mim querendo te afastar. Nessas horas só preciso que você me coloque pra dormir, pra tudo se alinhar novamente dentro de mim e eu ir vendo que você não é medo, que você está aqui.
NA TPM, CALE A BOCA!
Qualquer pessoa com um mínimo de juízo, aprende uma lição básica na vida: Se uma mulher está na TPM, mantenha a máxima distância possível. Em outras palavras, CORRA!!!!!
Esta semana, passei por uma experiência terrível, extrapolei total, como diz minha mãe, virei um dos Gremlins. O negócio é, se passar pela TPM sem pirar com quem convive com você já é tarefa difícil, adicione tequila que aí você verá o que é uma mulher à beira de um ataque de nervos.
Pois bem, segui esse ritual, achando que seria apenas uma noite meio embriagada rindo para as paredes... Mas, lógico que não foi.
Após sair do bar em que estava, começou minha transformação naquele belo monstrinho, menos de uma hora depois, estava completamente alterada falando coisas sem o menor sentido. (Dica: Se você tem um namorado, essa é a hora dele te obrigar a dormir ou se trancar no banheiro, porque sem dúvidas, ele será o alvo da sua histeria)
Bom, depois de falar e falar coisas sem o menor sentido, lógicamente minha racionalidade voltou a aparecer e junto com ela um peso enorme na consciência... Parecia que em 15 minutos fora de mim, pirando total, eu estava destruindo tudo que estava maravilhoso. Ao menos nessa hora, consegui achar um pouco de sanidade entre tanto álcool e tanto hormônio e dormi. Estrago tem limite, né?
No outro dia, tudo normal, mas a ressaca moral que eu estava pesava mais que tudo. Meu remédio foi ir pra casa e dormir o dia inteiro pra não pensar mais. Acho que todas as mulheres vão concordar comigo que o que mais nos prejudica é pensar demais.
Enfim, depois de um dia extenso de sono, acordei mais tranquila... Afinal, que mulher não endoida um pouco (ou muito) na TPM? Não que eu esteja me vitimizando, ou justificando todas as loucuras femininas com isso, mas que tem que existir um desconto do mundo nessas fases, ah, isso tem!
Porém, enquanto o mundo ainda trata TPM como besteira às vezes, nós, sabendo do que acontece, temos quase que uma obrigação de nos calar, mas também de nos perdoar, quando falamos demais.
Esta semana, passei por uma experiência terrível, extrapolei total, como diz minha mãe, virei um dos Gremlins. O negócio é, se passar pela TPM sem pirar com quem convive com você já é tarefa difícil, adicione tequila que aí você verá o que é uma mulher à beira de um ataque de nervos.
Pois bem, segui esse ritual, achando que seria apenas uma noite meio embriagada rindo para as paredes... Mas, lógico que não foi.
Após sair do bar em que estava, começou minha transformação naquele belo monstrinho, menos de uma hora depois, estava completamente alterada falando coisas sem o menor sentido. (Dica: Se você tem um namorado, essa é a hora dele te obrigar a dormir ou se trancar no banheiro, porque sem dúvidas, ele será o alvo da sua histeria)
Bom, depois de falar e falar coisas sem o menor sentido, lógicamente minha racionalidade voltou a aparecer e junto com ela um peso enorme na consciência... Parecia que em 15 minutos fora de mim, pirando total, eu estava destruindo tudo que estava maravilhoso. Ao menos nessa hora, consegui achar um pouco de sanidade entre tanto álcool e tanto hormônio e dormi. Estrago tem limite, né?
No outro dia, tudo normal, mas a ressaca moral que eu estava pesava mais que tudo. Meu remédio foi ir pra casa e dormir o dia inteiro pra não pensar mais. Acho que todas as mulheres vão concordar comigo que o que mais nos prejudica é pensar demais.
Enfim, depois de um dia extenso de sono, acordei mais tranquila... Afinal, que mulher não endoida um pouco (ou muito) na TPM? Não que eu esteja me vitimizando, ou justificando todas as loucuras femininas com isso, mas que tem que existir um desconto do mundo nessas fases, ah, isso tem!
Porém, enquanto o mundo ainda trata TPM como besteira às vezes, nós, sabendo do que acontece, temos quase que uma obrigação de nos calar, mas também de nos perdoar, quando falamos demais.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
doladodedentro
Me sinto cheia de florzinhas e luzinhas de Natal. Acho que estou dourada como o Sol, por dentro. Tenho também vontade de chorar o tempo todo, fico espremendo isso dentro de mim tentando aliviar a pressão de tanto amor.
A cidade é toda desconectada, mas uma confusão maravilhosa. -Acho que sou meio cidade.- Meu trânsito não é contínuo e não sei dizer se faz chuva ou Sol.
Ah, mas com certeza é primavera...
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Brilho
Imagina a gente junto o dia inteiro... E umas plantinhas espalhadas pela casa, toda feita de azul. Ai, quem diria... Imagina tudo compacto, cabendo em um quarto-banheiro-cozinha, só o que precisa, nós.
Eu que sempre fui do ar, agora quero me colar ao chão. Quero abrir buracos e jogar sementinhas, fazer fundações e ir subindo construções, árvores...
Há um tempo meio que desaprendi o que é o amor, 'inda mais com tanta gente amando assim, de graça, por nada... Mas me vejo achando esse caminho outra vez, aos poucos, um pé atrás do outro. O amor só pode ser energia. E eu, eu me sinto iluminada, iluminando a cidade que mora aqui dentro. Parece Natal dentro de mim, e estou repleta de pisca-pisca. Isso é mais que palavra, isso é luz.
Só sei entender amor sem palavras. Assim como nós, só nos entendo no brilho. O olho brilha feito o Sol e te olhar brilha, pensar brilha.
Sei pouco além do que sinto, mas também sonho. Meus sonhos são cheios... Pra mim não tem essa de copo meio vazio. Quero transbordar.
Imagina a gente transbordando junto e virando uma coisa só? Imagina uma matéria feita apenas de luz, transbordando como chuva... Esse vai ser nosso casamento. Brilhante.
Eu que sempre fui do ar, agora quero me colar ao chão. Quero abrir buracos e jogar sementinhas, fazer fundações e ir subindo construções, árvores...
Há um tempo meio que desaprendi o que é o amor, 'inda mais com tanta gente amando assim, de graça, por nada... Mas me vejo achando esse caminho outra vez, aos poucos, um pé atrás do outro. O amor só pode ser energia. E eu, eu me sinto iluminada, iluminando a cidade que mora aqui dentro. Parece Natal dentro de mim, e estou repleta de pisca-pisca. Isso é mais que palavra, isso é luz.
Só sei entender amor sem palavras. Assim como nós, só nos entendo no brilho. O olho brilha feito o Sol e te olhar brilha, pensar brilha.
Sei pouco além do que sinto, mas também sonho. Meus sonhos são cheios... Pra mim não tem essa de copo meio vazio. Quero transbordar.
Imagina a gente transbordando junto e virando uma coisa só? Imagina uma matéria feita apenas de luz, transbordando como chuva... Esse vai ser nosso casamento. Brilhante.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
shhhh
nós dois e outro dia
num caminho sem fim,
de sol tão bonito
e seus olhos perdidos por aí...
mesmo tão junto,
a gente morre de medo do encontro
e se cala.
mas a vida fala,
anda cantando umas canções sobre nós dois,
no meu ouvido.
num caminho sem fim,
de sol tão bonito
e seus olhos perdidos por aí...
mesmo tão junto,
a gente morre de medo do encontro
e se cala.
mas a vida fala,
anda cantando umas canções sobre nós dois,
no meu ouvido.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Eu quero a sorte...
Lógico que um daqueles amores loucos, em um estilo meio rock'n'roll, com jaquetas de couro, viagens inesperadas e sexo na esquina me atrai. Aliás, acredito que não sou a única que queria um amor desses, meio adolescente, cheio de aventuras all the day and all of the night... Mas a verdade é que esses amores raramente duram e quando o fazem, com o tempo vão se desgastando.
Não acho que intensidade seja de mal algum, mas quando ela fica demais, aí não há quem aguente. Emoção é bom, claro que é, mas quando se tem emoção e adrenalina o tempo inteiro, faz falta um chamego tranquilo, um banho de mar e uma rede.
Eu já tive umas experiências meio Corações Psicodélicos e claro, foram uma delícia, mas não duraram muito tempo, é trabalhoso demais manter um romance desses. Os primeiros dias são tão marcantes, que depois é difícil acompanhar e continuar mantendo o nível de loucura... E quando não se mantém já viu, né? As pessoas se cansam. Se cansam porque não sabem ver graça na vida normal, no dormir e acordar, ouvir pela primeira vez o outro roncando... Essas coisas tão banais e tão legais que podem existir numa vida a dois.
Por isso, hoje faço um brinde ao amor tranquilo. Desejo que todos se apaixonem com calma, sem pressa com medo do tempo acabar. Que tomem café da manhã e possam dormir juntinhos no final de semana, mas guardando sempre o espírito adolescente para darem uma fugida da rotina quando der.
Não acho que intensidade seja de mal algum, mas quando ela fica demais, aí não há quem aguente. Emoção é bom, claro que é, mas quando se tem emoção e adrenalina o tempo inteiro, faz falta um chamego tranquilo, um banho de mar e uma rede.
Eu já tive umas experiências meio Corações Psicodélicos e claro, foram uma delícia, mas não duraram muito tempo, é trabalhoso demais manter um romance desses. Os primeiros dias são tão marcantes, que depois é difícil acompanhar e continuar mantendo o nível de loucura... E quando não se mantém já viu, né? As pessoas se cansam. Se cansam porque não sabem ver graça na vida normal, no dormir e acordar, ouvir pela primeira vez o outro roncando... Essas coisas tão banais e tão legais que podem existir numa vida a dois.
Por isso, hoje faço um brinde ao amor tranquilo. Desejo que todos se apaixonem com calma, sem pressa com medo do tempo acabar. Que tomem café da manhã e possam dormir juntinhos no final de semana, mas guardando sempre o espírito adolescente para darem uma fugida da rotina quando der.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
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