domingo, 22 de abril de 2012

Dia da Terra

Já que hoje é Dia da Terra, vou sair plantando por aí... Abrirei espaço pra que surjam novas sementes e deixarei que se surgirem, trazidas pelo vento, possam crescer em mim. Devagar. Quem sabe hoje não é o começo de um novo jardim? E este será repleto de flores?

Hoje é Dia da Terra e vou me misturar... Aprender seus segredos do tempo. Paciência, para mim e para a Terra. Até a chuva ajuda a crescermos, até os ventos que levam, trazem. Não se preocupe Terra, mesmo depois de furacões, terremotos, e confusões, há de florir.

sábado, 21 de abril de 2012

Se eu soubesse



Se eu soubesse que você iria, tudo seria diferente.
Começaria te acordando todos os dias com vários beijos naquela sua pintinha no queixo. Aquela que eu já falei mil vezes que era apaixonada. Também teria desligado a televisão e tirado a roupa, a minha, a sua, só pra nos enxergarmos, só para ficar olhando você passar pela casa. Da sala pra cozinha, da cozinha pro quarto... E adorando cada parte, até a parte que você é bonito demais.
Mas não soube de nada e agora sinto falta do que não fiz, das vezes que queria gritar que eu era louca por você pros vizinhos escutarem. Ou gritar que você me arrancasse a roupa e me amasse a noite toda.
Você apareceu sem avisos, e nunca marcamos hora pra nada. Acho que por isso que você também foi assim, inexperadamente.
Foi... Dói demais falar foi, como dói não falar mais "dois", pra qualquer pedido que eu faça... Fico repetindo sempre que tenho que aceitar, que tudo é como deve ser, mas meu coração não acompanha meus pedidos e está perdido por aí, procurando o seu nas madrugadas, às onze da noite e manhãs de domingo.
Ah, se eu soubesse... Como teria lido mais seus olhos, decorado mais seu corpo, sua casa... Se eu soubesse teria ficado. Diferente do que eu fiz: fiquei e fugi.
Meu tempo parece maior agora que não tem você pra ocupar alguns espaços, mas enfim, tenho que te deixar, já que é isso, me encontrar em outros caminhos, mais uma vez. Quanto a você, desejo que sua estrada seja cheia de tesouros, banhada por mares e que o Sol te siga até o fim.
Mas bonito, não vá embora sem saber, se quiser voltar te faço um mapa, dos dedos do meu pé à meus cabelos. Devagar em cada curva, mas sem atalhos.

Dirija com cuidado e não se contenha... Ainda que talvez você tenha de se perder um pouco pra isso.



domingo, 15 de abril de 2012

Na noite

O dia vem pra confundir a gente.

De repente a noite se foi,
Mas transcorremos nela.
Corremos pros beijos,
                 pro corpo.

E agora com o Sol?
Como será no claro?

               Nós vamos.

Somos um encontro sem nome,
Como o escuro...
Mas simples, e puro, e íntegro
Um pique-esconde.
Um esconde e acha.

No medo de ir vivendo,
Com as luzes apagadas.
Na certeza que nossas mãos
Se acham na penumbra,
E nossos olhos na multidão.               

Pois é

Sem você...



Deixo que digam por mim, por enquanto.