Me pego lembrando
você, assim, final de tarde. A
nostalgia começa e você começa a se misturar com outros, e a saudade que também
sinto deles.
Não que a saudade de hoje não seja uma saudade sua, porque é.
Bom mesmo é
viver de cabeça. Em tudo. Indo sem doer. Caindo sem resgate.
Bom mesmo é rasgar a regata e ir nadar pelado no mar.
De tudo isso eu sinto falta.
Ah, como eu queria... Um dia daqueles na Esplanada. Ou boiar com você na água
salgada. Ou só ver a chuva cair.
Queria as minhas melhores saudades dos outros em você. Como se eu pudesse
compactar tudo numa coisa só.
É assim, de um tamanho que cabe nas minhas mãos em conchinha. Pequeno. Mas cheio de pequenos tesourinhos. Tudo brilha nesse espaço. E eu seguro firme, pois cada coisinha ali é única. Achei nos lugares mais malucos e improváveis, mas quando vi suas particularidades, sabia que teria que carregar comigo. Junto. Em mãos. Em dedos. Nas linhas.