já fazem dois meses que falo de você,mas até agora não contei como te conheci,quando te vi pela primeira vez.
não contei que ao olhar pela janela do ônibus,logo de manhãzinha,em pleno ano novo,1o de Janeiro,vi você passeando sozinho pela praia. era você,seu cigarro e seus pés descalços... você me olhou na mesma hora,no mesmo segundo. o que será que você pensou quando me viu?
quis descer do ônibus e encontrar você,valia tudo. não consegui descer do ônibus e chorei,no meu primeiro dia do ano,chorei até chegar em casa. achei que nunca mais te veria.
sei lá porque o universo conspirou por mim,o caso é que você apareceu. apareceu perto da minha casa... (como nunca te vi?)
nos vimos e eu vi que havia algo mais,que o universo não te traria pra mim se não fosse nada... na hora que nos olhamos eu soube que você sabia quem eu era. assim nos conhecemos e pra que eu me deixasse levar pelos seus olhos,suas mãos,seus cachos,não foi difícil...
logo me vi entregue à sua história e a você. como diria Vanessa da Mata,"entregue ao ponto de estar sempre só". você aparecia e parecia querer estar por perto,mas no entanto ia embora antes que pudéssemos nos falar,que eu pudesse te perguntar daquele dia na praia,daquela sua vida.
Janeiro foi indo embora e eu estava feliz,ansiosa com esse novo amor,com esse novo ano.
terça-feira, 30 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
março
chegou março e suas chuvas e sóis,tudo no mesmo dia. e muitos sentimentos,todos na mesma hora.
chegamos mais perto,eu senti. mas logo depois você fugiu e eu não sei mais o que achar. até onde devo apostar em nós? você é sempre tão você,tão só você e outras saias...
tive um sonho confuso no dia quinze... você dizia que amava ela,ela que não era eu,mesmo eu estando assim,me despindo na sua frente,te mostrando tudo que sou e não sou.
depois do sonho me perguntei até que ponto você é sonho,desde quando se tornou tão irreal e eu tão radical a ponto de não sonhar com mais ninguém.
mas sei que aquela vez foi verdade,o corpo não mente e o seu me queria. ou ao menos queria chegar mais perto pra entender essa força que puxa seus olhos ao meu encontro em qualquer esquina.
será que tenho que me tornar inalcansável para ficarmos no mesmo nível e termos um encontro? março parece ter perdurado pra sempre em minhas confusões e dias,o samba se foi e o que me coube dessa vez foi prometer. Fiz uma promeça aonde juro só viver de amor se deus me trouxer você.
março foi como uma estrela cadente que se arrastou pelo céu,cheia de esperanças para o futuro.
chegamos mais perto,eu senti. mas logo depois você fugiu e eu não sei mais o que achar. até onde devo apostar em nós? você é sempre tão você,tão só você e outras saias...
tive um sonho confuso no dia quinze... você dizia que amava ela,ela que não era eu,mesmo eu estando assim,me despindo na sua frente,te mostrando tudo que sou e não sou.
depois do sonho me perguntei até que ponto você é sonho,desde quando se tornou tão irreal e eu tão radical a ponto de não sonhar com mais ninguém.
mas sei que aquela vez foi verdade,o corpo não mente e o seu me queria. ou ao menos queria chegar mais perto pra entender essa força que puxa seus olhos ao meu encontro em qualquer esquina.
será que tenho que me tornar inalcansável para ficarmos no mesmo nível e termos um encontro? março parece ter perdurado pra sempre em minhas confusões e dias,o samba se foi e o que me coube dessa vez foi prometer. Fiz uma promeça aonde juro só viver de amor se deus me trouxer você.
março foi como uma estrela cadente que se arrastou pelo céu,cheia de esperanças para o futuro.
quinta-feira, 18 de março de 2010
o céu está nublado... o teto também,o da nossa casa. até onde devemos interferir ou tentar? não sei mais...
até onde vão os laços e os abraços que nos unem? quero que durem,no mínimo pra sempre.
não sei mais ser só,assim,sem você. mesmo porque você já sou eu,nos misturamos e cresci assim,sendo tão sua que nem sei. quero não ter medo,mas parece impossível não ter medo quando se ama. seria sim mais fácil não te amar tanto,mas não medi isso. desde a primeira vez já era assim,e já era amor demais. depois vieram outras coisas,e vieram meninos e sonhos e mares... não poderia ser diferente,nada. foi tudo,é tudo,tão bom. o que pode nos fazer feliz? às vezes parece que é tão simples,mas depois as coisas viram de cabeça pra baixo. o que deus quer com a gente e o que queremos dele? tentamos tanto controlar tudo... deixar a vida seguir sozinha dá tanto medo,dá tanto medo deixá-la solta e ver a felicidade indo embora. mas será que deus deixaria isso acontecer? até onde podemos confiar,até onde podemos ir e mudar o caminho? não sei... e agora tenho que confiar,mesmo que não saiba na mão de quem estou segurando. mesmo que esteja no escuro.
até onde vão os laços e os abraços que nos unem? quero que durem,no mínimo pra sempre.
não sei mais ser só,assim,sem você. mesmo porque você já sou eu,nos misturamos e cresci assim,sendo tão sua que nem sei. quero não ter medo,mas parece impossível não ter medo quando se ama. seria sim mais fácil não te amar tanto,mas não medi isso. desde a primeira vez já era assim,e já era amor demais. depois vieram outras coisas,e vieram meninos e sonhos e mares... não poderia ser diferente,nada. foi tudo,é tudo,tão bom. o que pode nos fazer feliz? às vezes parece que é tão simples,mas depois as coisas viram de cabeça pra baixo. o que deus quer com a gente e o que queremos dele? tentamos tanto controlar tudo... deixar a vida seguir sozinha dá tanto medo,dá tanto medo deixá-la solta e ver a felicidade indo embora. mas será que deus deixaria isso acontecer? até onde podemos confiar,até onde podemos ir e mudar o caminho? não sei... e agora tenho que confiar,mesmo que não saiba na mão de quem estou segurando. mesmo que esteja no escuro.
sexta-feira, 12 de março de 2010
sábado, 6 de março de 2010
as linhas que correm nas conchas são as mesmas que correm nas mãos. cada uma contando suas histórias,suas tantas vidas. já morri várias vezes e estou aqui de novo,não vou parar mesmo sendo pequena demais. milhões de ondas já passaram sobre mim e me viraram de ponta cabeça... já nem sei mais onde começo ou termino,nem onde foram parar minhas velhas partes. vou continuando,sem ritmo,e me adaptando ao ambiente. restaurando o que foi perdido pelo caminho,colocando novas coisas no lugar. vou correndo,entregue à vida que acontece dentro e fora de mim,que não me pertence... e desse fluxo só posso contar histórias.
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