Cheiro
A barba mal-feita roçando no queixo.
Caio facilmente em ilusões
E cada dia me levanto,
Mais enrolada.
Não é difícil constatar,
Quando me toca,
Sangue corre veia adentro.
Inunda cada parte minha...
Musicando gesto meu,
Incendiando a pele.
Peco do tanto que gosto.
Do tanto que quero que continue a tocar.
Tem em suas mãos as minhas,
Mata logo essa angústia de te esperar.
Prove pra mim...
Nua em pêlo.
Que pelos cantos,
Pelo centro,
Pelo meio
Por inteiro...
Sou por dois segundos única.
Por dois segundos sua.
Que em dois segundos não vai acabar.
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Um comentário:
Você é uma espécie de poeta moderna que, sem rimas, faz com que eu me lembre deste poema como me lembro de músicas.
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