terça-feira, 31 de março de 2009

de passagem

os devaneios foram-se pela janela aberta.
um pouco de luz e sons viajavam.
e ele ia atrás,ao seu caminho.
sem saber se era lá.

subiu as escadas num pulo.
as cores,sobres sombra no chão.
aquilo era bonito,mas havia algo mais,

de incompreensível.

ele tentou prestar atenção
e viu o que seria.
agora apresentava-se calmo.
sem móveis no chão.
deitou-se no carpete,coberto de poeira.
estava deitado,imóvel.
abraçou-se,quase virando nó.

depois de um tempo descobriu.
apenas estava:
nos momentos,trens,vestidos,vestido nas pessoas...
isso também não era seu.
estava a penas, a prantos.
descobriu a cidade inteira
e não era igual.
também não era seu o outro lugar.

em novas janelas e lugares que nunca conheceria
as sombras misturando-se de cores
e com eco nas paredes(que não eram suas)
elas dançavam.

parou.
o perdido,desembarca novamente.

o estômago ainda enjoado pelos balanços.
e o queria seria ele a vagar no caminho sem rumo,
viver sem ter como repousar...
ali só era outro rumo.

entendeu ao sair do trem.
do alto da escadaria,via,
estava só de passagem.
(com flores nas mãos)
agora sua única preocupação era de seguir,
e perpetuar.

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