segunda-feira, 12 de setembro de 2011


Hoje passei o dia com vontade de chorar, até que não houvesse mais água dentro de mim. Chorar pelo que fui, aquela menina de cabelos loiros que sonhava com um amor pra vida, com um apartamento em outra cidade, com a família reunida.

Quis chorar por quem eu era até algo se desfazer. Os fios da esperança se descosturaram, até que fiquei tão descrente de mim e do mundo a ponto de abrir mão da vida. Não me permiti morrer por inteiro, mas fui me matando aos poucos, mudando cada traço meu que via como fraqueza, ficando tão impenetrável e tão intragável como o pior dos cigarros.

Me vendi ao mundo por um preço muito baixo e passei a acreditar que aquele era meu valor, de forma que qualquer coisa passou a ser demais para mim e eu fui me vendo cada vez menor.
Hoje, mais do que nunca, queria voltar atrás, pra cuidar daquela menina melhor, pra não deixar que ela deixasse de sonhar, pra abraçá-la e dizer que tudo ficará bem. Mas não posso, e não sei que parte dela restou em mim que restaure o que perdi.

Nenhum comentário: