terça-feira, 27 de setembro de 2011

queria captar o som do mundo
desde o barulho dos saltos no azulejo
à chuva de encontro ao chão.
roubar os chiados dos trens
e os gritos do trovão.

mistura tudo e faz música

sonhei que

voava entre nuvens prateadas...
numa velocidade tão alta que tudo ao redor virava borrão colorido.
sempre soube que moraria no céu falando inglês com quem passasse, e cantando bossa nova pra chorar a solidão.
e iria me aninhar na via-láctea na hora de dormir pra sonhar com o espaço e com quem ainda há de chegar.

despertar

deixei os cabelos no chão
e respirei profundamente
fui inventando música dentro de mim
e já estava a dançar
quando fui pra baixo do chuveiro
(gotas)
de água fria pra acordar pro dia
ele é lindo com o mar no fundo
e tão comprido quanto o oceano
e tão finito quanto a vida

é hora!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011


Hoje passei o dia com vontade de chorar, até que não houvesse mais água dentro de mim. Chorar pelo que fui, aquela menina de cabelos loiros que sonhava com um amor pra vida, com um apartamento em outra cidade, com a família reunida.

Quis chorar por quem eu era até algo se desfazer. Os fios da esperança se descosturaram, até que fiquei tão descrente de mim e do mundo a ponto de abrir mão da vida. Não me permiti morrer por inteiro, mas fui me matando aos poucos, mudando cada traço meu que via como fraqueza, ficando tão impenetrável e tão intragável como o pior dos cigarros.

Me vendi ao mundo por um preço muito baixo e passei a acreditar que aquele era meu valor, de forma que qualquer coisa passou a ser demais para mim e eu fui me vendo cada vez menor.
Hoje, mais do que nunca, queria voltar atrás, pra cuidar daquela menina melhor, pra não deixar que ela deixasse de sonhar, pra abraçá-la e dizer que tudo ficará bem. Mas não posso, e não sei que parte dela restou em mim que restaure o que perdi.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

esses últimos dias...

antes de ontem eu fui a praia
so que o ceu tava muito nublado
mas eu gosto quando o dia ta cinza e resolvi que era uma boa aproveitar a praia vazia sem sol
ai eu cheguei la e fiz um pic nic, sozinha mesmo... eu tinha levado uma cesta com varios cup cakes e sucos e queijo quente
ai eu tava sentada na areia, que tava mais branca q o normal
provavelmente pq o dia tava nublado e as cores ja nao eram as mesmas
ai quando eu vi, primeiro vem um pingp
depois outro, e mais outro e outro
e como eu vi que ia chover, irremediavelmente, eu resolvi me juntar a agua e fui pro mar
as ondas estavam enormes
mas eu consegui de algum jeito passar rapido por elas e chegar depois da arrebentacao
e la eu mergulhava e meu olho nao ardia, podia ficar com ele aberto
e eu vi variossss peixinhos coloridos
e coloquei uma estrela do mar no meu cabelo... ela ficava dancando na minha cabeca e fazia cosquinha, mas era muito bom
depois, nao sei como, o mar comecou a evaporar super rapido, e quando eu fui ver
so tinha areia por todos os lados e eu estava completamente sozinha
ai eu comecei a chorar muito
a chorar tanto que o mar voltou
ai eu fui saindo daquele mar devagarzinho
e deixando minhas lagrimas pra tras
minha cesta de pic nic tinha voado, mas eu nao precisava mais dela, nem de nada
comecei a correr pela areia da praia, num caminho completamente novo dos que eu conhecia
e quanto mais eu corria, mais eu sentia que meus pes iam saindo do chao e que eu ia saindo da terra
ate que quando eu fui ver, eu ja estava voando
muito alto, junto aquele ceu cinza que eu tanto gosto
voei durante dias
ate que adormeci no ceu
e acordei no espaco
perto de mercurio
e eu olhava aquilo tudo e achava lindo
e descobri que o espaco eh dourado
pq tem muitas estrelas q ficam iluminando
ai vi q era hora de voltar
e fui voltando bem devagarzinho
me despedindo
ate que cheguei no chao
que era o ponto mais alto da montanha mais alta
e comecei a rir
achando tudo muito absurdo e harmonico
e finalmente me sentindo em casa