Deixo que digam por mim, por enquanto.
domingo, 15 de abril de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
Depois de ter você...
Foi tão ruim quase perder você, que eu cheguei a desejar nunca ter te visto.
Desde que eu te vi foi assim, quente. A primeira vez que vi seus olhos, dentro de tanta confusão, embaralhada com tanto barulho, senti calor. Achei que passaria, como vários outros fogos já passaram e se foram, e eu apaguei. Mas você permaneceu, quente. Cada vez mais presente, tão real a ponto de me matar de medo. Ainda sim eu fiquei... Depois de tantas fugas, resolvi ficar. Mas meio brincando no começo, meio a distância.
Aí não deu mais, a brincadeira ficou séria, e eu já queimava tanto que era inútil tentar apagar. Uma vez que a gente se joga não tem mais volta, só queda. Estou no ar, no céu, no meio do caminho, mas sei que quero você... Durante o percurso e na hora da chegada no chão. Sei também que você não pode me prometer que estará lá, nem eu posso te assegurar que quando cair, cairei nos seus braços (o tempo que pode durar uma queda pode abrir muitas possibilidades de vida), mas acho que mais importante que a chegada, é o caminho, e a estrada que estou seguindo agora, não tem desvios, só tem você. E quero, muito, continuar caminhando.
Nunca te obrigaria a saber de tudo, nem a querer viver fervendo e ir andando o mesmo caminho que estou andando, não acredito em nada obrigado. Mas também não posso ignorar minhas vontades, se você não quiser me dar a mão nesse percurso, eu tenho que deixá-lo achar suas próprias estradas, escadas, atalhos e quedas, enquanto, ainda que arrasada, eu aprenda a voar e respirar até que possa me jogar de novo.
Mas não, não quero pensar nisso. Eu abri os olhos e você ainda está aqui. A estrada ainda é a mesma e nós vamos sair queimando juntos, mesmo que devagarinho e estudando todos os passos pro medo diminuir e o tempo vir clareando todas nossas dúvidas. Basta não desentrelaçar os dedos e dormir, quando a certeza não aparecer, juntos.
Desde que eu te vi foi assim, quente. A primeira vez que vi seus olhos, dentro de tanta confusão, embaralhada com tanto barulho, senti calor. Achei que passaria, como vários outros fogos já passaram e se foram, e eu apaguei. Mas você permaneceu, quente. Cada vez mais presente, tão real a ponto de me matar de medo. Ainda sim eu fiquei... Depois de tantas fugas, resolvi ficar. Mas meio brincando no começo, meio a distância.
Aí não deu mais, a brincadeira ficou séria, e eu já queimava tanto que era inútil tentar apagar. Uma vez que a gente se joga não tem mais volta, só queda. Estou no ar, no céu, no meio do caminho, mas sei que quero você... Durante o percurso e na hora da chegada no chão. Sei também que você não pode me prometer que estará lá, nem eu posso te assegurar que quando cair, cairei nos seus braços (o tempo que pode durar uma queda pode abrir muitas possibilidades de vida), mas acho que mais importante que a chegada, é o caminho, e a estrada que estou seguindo agora, não tem desvios, só tem você. E quero, muito, continuar caminhando.
Nunca te obrigaria a saber de tudo, nem a querer viver fervendo e ir andando o mesmo caminho que estou andando, não acredito em nada obrigado. Mas também não posso ignorar minhas vontades, se você não quiser me dar a mão nesse percurso, eu tenho que deixá-lo achar suas próprias estradas, escadas, atalhos e quedas, enquanto, ainda que arrasada, eu aprenda a voar e respirar até que possa me jogar de novo.
Mas não, não quero pensar nisso. Eu abri os olhos e você ainda está aqui. A estrada ainda é a mesma e nós vamos sair queimando juntos, mesmo que devagarinho e estudando todos os passos pro medo diminuir e o tempo vir clareando todas nossas dúvidas. Basta não desentrelaçar os dedos e dormir, quando a certeza não aparecer, juntos.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Milagres
A gente confia muito pouco na vida...
Parece que com tantos desafios, nenhuma surpresa há de ser boa. Parece que temos sempre que viver hesitando, como se hesitar, pensar mil vezes antes de agir, fosse nosso único escudo de proteção contra qualquer desventura.
Aí é que erramos. Quando queremos, ou pelo menos tentamos, nos privar de tudo. Aí é que nos privamos das milhares surpresas que a vida pode nos trazer. E traz.
Acho que a vida é cheia de milagres, cheia de encontros inesperados e situações loucas. Cheia de milagres.
Agradeço muito por poder ver a vida passar e ir dançando com ela, seja qual for a música da vez. Também por ser testemunha do tempo, suas primaveras e invernos. A hora de florir e a de repousar.
Que eu não hesite e possa ser surpreendida. Que isso continue me dando fé. Que ela cresça no meu coração e nasça todo dia.
Parece que com tantos desafios, nenhuma surpresa há de ser boa. Parece que temos sempre que viver hesitando, como se hesitar, pensar mil vezes antes de agir, fosse nosso único escudo de proteção contra qualquer desventura.
Aí é que erramos. Quando queremos, ou pelo menos tentamos, nos privar de tudo. Aí é que nos privamos das milhares surpresas que a vida pode nos trazer. E traz.
Acho que a vida é cheia de milagres, cheia de encontros inesperados e situações loucas. Cheia de milagres.
Agradeço muito por poder ver a vida passar e ir dançando com ela, seja qual for a música da vez. Também por ser testemunha do tempo, suas primaveras e invernos. A hora de florir e a de repousar.
Que eu não hesite e possa ser surpreendida. Que isso continue me dando fé. Que ela cresça no meu coração e nasça todo dia.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Acho que nossos corações nunca estão na gente.
Vamos nos apaixonando assim, sem querer, devagarinho ou às vezes só num olhar... E nessa lá vai o coração, tentando habitar outro espaço, fazer parte de outro corpo.
Ficam nessa dança psicodélica e ilusória. Por que amar é sempre meio ilusão. É sempre muito do que a gente cria em cima do outro dentro da nossa cabeça.
Não existem mapas, no amor estamos sempre perdidos e na busca... Do olhar, da certeza, da casa. Sem saber totalmente se quando nosso coração for morar lá no do outro, o do outro vai ao mesmo tempo vir morar no nosso. E é um risco ficar sem coração pra bater...
Mas a gente arrisca, porque o coração é incontrolável, super teimoso e impossível de se adestrar. Aí compra passagens, passa o telefone, beija durante três horas, mergulha, faz tatuagem e tira fotos.
Mas no final, acho que o maior medo é de que ele volte pra nós.
Vamos nos apaixonando assim, sem querer, devagarinho ou às vezes só num olhar... E nessa lá vai o coração, tentando habitar outro espaço, fazer parte de outro corpo.
Ficam nessa dança psicodélica e ilusória. Por que amar é sempre meio ilusão. É sempre muito do que a gente cria em cima do outro dentro da nossa cabeça.
Não existem mapas, no amor estamos sempre perdidos e na busca... Do olhar, da certeza, da casa. Sem saber totalmente se quando nosso coração for morar lá no do outro, o do outro vai ao mesmo tempo vir morar no nosso. E é um risco ficar sem coração pra bater...
Mas a gente arrisca, porque o coração é incontrolável, super teimoso e impossível de se adestrar. Aí compra passagens, passa o telefone, beija durante três horas, mergulha, faz tatuagem e tira fotos.
Mas no final, acho que o maior medo é de que ele volte pra nós.
terça-feira, 6 de março de 2012
Como amar leve se nós somos tão pesados?
Ando me fazendo essa pergunta constantemente. Queria tanto apagar as linhas da minha mão, as da minha vida, as do tempo e começar do zero, livre, limpa, como que emergindo da água depois de um mergulho profundo. Acho que só apagando tudo conseguiria ser assim, tão leve como sempre deveria ser o amor. Mas o que acontece é que... Na verdade o que acontece são muitas coisas, muitos outros amores, outros tempos, outros risos, brigas, lágrimas, erros, erros e coisas muito certas. Foram pedidos de casamento, juras eternas, separações, casos...
Eu fico meio impressionada às vezes com o quão cheia é minha vida, isso com apenas 20 anos. Para outras pessoas ela pode nem parecer ser muito cheia, mas pra mim é a eternidade. Dentro desses 20 e quase 21 anos, eu vivi demais. Mais uma vez repito, muitos podem achar que não vivi nada, mas enfim... Pra mim é a eternidade.
E o preço dessa eternidade são essas marcas que vão tomando conta da gente... Às vezes por fora, muitas vezes por dentro, não faz diferença, elas estão aí, em todo mundo. Sendo quase impossível, ao meu ver, ser leve.
As bagagens são tantas... Malas cheias, malas vazias e vice-e-versa. Não tem como esquecer, tanto para encher como para esvaziar. Espalha tudo, mistura e depois junta novamente. São tantos processos pelos quais passamos e tantas viagens...
Não sei se um dia conseguirei ser completamente leve, completamente livre, ou ao menos, completa. Enquanto isso, o jeito é ir vivendo... Meio de dieta, pra vida. Pra ela ser menos pesada, pra podermos escolher os sapatos que vão continuar caminhando, os que vão guardados no fundo da bagagem e os que temos que dar um jeito de jogar fora, por mais difícil que seja.
Sei que é difícil seguir essa fórmula, dieta nunca é fácil... Mas sei lá, quem sabe com uma reeducação sentimental não dê pra aprender a amar sem grilo?
Eu fico meio impressionada às vezes com o quão cheia é minha vida, isso com apenas 20 anos. Para outras pessoas ela pode nem parecer ser muito cheia, mas pra mim é a eternidade. Dentro desses 20 e quase 21 anos, eu vivi demais. Mais uma vez repito, muitos podem achar que não vivi nada, mas enfim... Pra mim é a eternidade.
E o preço dessa eternidade são essas marcas que vão tomando conta da gente... Às vezes por fora, muitas vezes por dentro, não faz diferença, elas estão aí, em todo mundo. Sendo quase impossível, ao meu ver, ser leve.
As bagagens são tantas... Malas cheias, malas vazias e vice-e-versa. Não tem como esquecer, tanto para encher como para esvaziar. Espalha tudo, mistura e depois junta novamente. São tantos processos pelos quais passamos e tantas viagens...
Não sei se um dia conseguirei ser completamente leve, completamente livre, ou ao menos, completa. Enquanto isso, o jeito é ir vivendo... Meio de dieta, pra vida. Pra ela ser menos pesada, pra podermos escolher os sapatos que vão continuar caminhando, os que vão guardados no fundo da bagagem e os que temos que dar um jeito de jogar fora, por mais difícil que seja.
Sei que é difícil seguir essa fórmula, dieta nunca é fácil... Mas sei lá, quem sabe com uma reeducação sentimental não dê pra aprender a amar sem grilo?
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