domingo, 19 de agosto de 2012

passou por aqui...

Eu tenho uma tendência esquisita, no que diz respeito a lidar com as coisas... Geralmente, as pessoas preferem melhorar o que está mal, arrancando o mal pela raiz. Não esperam que o copo transborde, quando ele está na metade, já saem tomando o líquido de canudinho, desesperadamente, o mais rápido possível pra que o líquido acabe. Eu, infelizmente, não sei fazer isso. Quando o líquido já está na metade do copo, eu preciso que ele transborde pra que depois se esparramar eu consiga ir limpando a bagunça.
A verdade, é que quando nada faz sentido, quando não consigo me emocionar mais e a inércia toma conta de mim, parece que preciso piorar tudo, ir ao limite, ao extremo, pra que consiga buscar algum motivo pra reagir.
Com esse esclarecimento pessoal, não consigo deixar de me perguntar... Quanto ainda cabe no copo?

segunda-feira, 30 de julho de 2012

I don't wanna be the end of the road, I wanna be your wheels.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

A hora de lavar o rosto

É muito estranho, pra não dizer completamente surreal, quando você acorda em meio ao fogo. Acordar com suas coisas sendo queimadas te pega completamente despreparado... Você não sabe se chora porque saiu a tempo ou se desespera porque seus vestidos viraram cinzas.
Acontece que a vida é assim, vive pegando fogo e a gente vive despreparado, às vezes é tanta coisa queimando ao mesmo tempo que nem sabemos pelo que vale a pena chorar, se ainda vale a pena derramar lágrimas por alguma coisa.
Mas no fundo vale... Os fogos são clarões daquele jeito pra mostrarem o que tava escondido dentro dos armários, junto com aquelas roupas que você nem usava mas não jogava fora. O fogo te ajuda a ver o que não era essencial e estava perdido, fazendo volume.
Os fogos me tiraram muitas coisas esses dias, mas também me fizeram enxergar muita coisa guardada. Melhor que isso, os fogos me fizeram redescobrir a água. Ela, mais uma vez e sempre, a água apareceu pra apagar os fogos, lavar meus cabelos, esfriar as brasas e me levar a outros encontros.
Eu estava na estrada, aliás, ainda estou... E não pretendo adiar mais meus dias, nem o destino que escolhi, mas a estrada também ensina que às vezes quando se cai, deve-se seguir os próximos quilômetros um pouco mais devagar, com mais cautela...
E para isso, pra sarar os machucados, os joelhos, os desejos que queríamos realizar agora e não podemos, os sonhos que foram embora rápidos demais, queimados como incensos, temos a água, em um mar sem fim, ou numa garrafinha, sempre tem um pouquinho de água por aí pra lavar o rosto, apagar as lágrimas, os fogos e nos levantar.

Uma coisa é fato, tem muita estrada pela frente...

sábado, 14 de julho de 2012

E pássaro fala?

Tem penas grandes porque ele voa alto no asfalto. Ele abraça o mundo com elas, me pôs de baixo das asas nessas noites frias, nessas horas loucas.

Já não se sabe se é bicho, homem, menino ou árvore.

Acho que sei porque você escolheu a estrada... A estrada nunca morre, a estrada não acaba. Tem no céu, tem no chão e tem na água. Escolhendo a estrada você escolheu a vida, sem limites, sempre dá pra andar um pouco mais, os caminhos são infinitos e gasolina não te falta.
Quero ir junto, até o centro do mundo, até o fundo de você. Quero do mesmo jeito que também quero a estrada e a vida, ilimitada.
Aqui não tem essa do céu ser o limite. Aqui nem se sabe o que é... Só do que se mistura.
Ah, a chave é muita responsabilidade...

Pra ganhar a chave você tem que ter certeza que quer abrir a porta.