sexta-feira, 30 de setembro de 2011

você parece sexta-feira. não preciso fazer nada pra gostar.


terça-feira, 27 de setembro de 2011

queria captar o som do mundo
desde o barulho dos saltos no azulejo
à chuva de encontro ao chão.
roubar os chiados dos trens
e os gritos do trovão.

mistura tudo e faz música

sonhei que

voava entre nuvens prateadas...
numa velocidade tão alta que tudo ao redor virava borrão colorido.
sempre soube que moraria no céu falando inglês com quem passasse, e cantando bossa nova pra chorar a solidão.
e iria me aninhar na via-láctea na hora de dormir pra sonhar com o espaço e com quem ainda há de chegar.

despertar

deixei os cabelos no chão
e respirei profundamente
fui inventando música dentro de mim
e já estava a dançar
quando fui pra baixo do chuveiro
(gotas)
de água fria pra acordar pro dia
ele é lindo com o mar no fundo
e tão comprido quanto o oceano
e tão finito quanto a vida

é hora!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011


Hoje passei o dia com vontade de chorar, até que não houvesse mais água dentro de mim. Chorar pelo que fui, aquela menina de cabelos loiros que sonhava com um amor pra vida, com um apartamento em outra cidade, com a família reunida.

Quis chorar por quem eu era até algo se desfazer. Os fios da esperança se descosturaram, até que fiquei tão descrente de mim e do mundo a ponto de abrir mão da vida. Não me permiti morrer por inteiro, mas fui me matando aos poucos, mudando cada traço meu que via como fraqueza, ficando tão impenetrável e tão intragável como o pior dos cigarros.

Me vendi ao mundo por um preço muito baixo e passei a acreditar que aquele era meu valor, de forma que qualquer coisa passou a ser demais para mim e eu fui me vendo cada vez menor.
Hoje, mais do que nunca, queria voltar atrás, pra cuidar daquela menina melhor, pra não deixar que ela deixasse de sonhar, pra abraçá-la e dizer que tudo ficará bem. Mas não posso, e não sei que parte dela restou em mim que restaure o que perdi.