Fui me encurralando na parede, sem saídas fui te amando, mesmo na hora em que menos acreditava nessas coisas de amor.
Mas era bom, era BOM, ver você chegar tarde pra me ver. E ir me roubar pra uma cerveja num posto qualquer e ter medo de começar a me beijar e não parar mais.
Hoje te liguei, não resisti. Queria ver se na sua voz ainda tinha um pouco de você. É, porque você é diferente quando não é meu. Quando não está no nosso embalo louco, sem ritmo, sem nome, sem palavras.
Também não sei se confiei no telefone... eu mesma já tentei aumentar a distância milhares de vezes encurtando a conversa no telefone. A gente é daquele jeito que só sabe o que vai dar quando estamos perto.
Aí é que a temperatura aumenta, e mesmo que seja tudo errado, a gente não lembra, a gente se abraça e parece que não tem mais mundo, que não existe muro, e tudo é baixo pra gente pegar.
De um jeito estranho, dá pra pegar o céu com você. Aliás, acho até que você é um pedaço dele, e deve ser por isso que me invade e ilumina tão fácil.
De um jeito estranho, dá pra pegar o céu com você. Aliás, acho até que você é um pedaço dele, e deve ser por isso que me invade e ilumina tão fácil.
Não sou aquela que é sua por todos os dias e sabe-se lá até quando, mas estou aqui... estupidamente te querendo de novo. Louca pra te agarrar apertado, depois virar a esquina e andar pra outro lado, longe do seu.
E se alguém me perguntar de nós, o que posso dizer? Somos inefáveis.
Há, uma complexidade transcendental, inebriante, subcutânea, extra-corpórea.
Eu ainda sinto tudo isso quando lembro de você, que veio e foi, tão fugaz. Não vou mentir dizendo que não quero de volta aquele frisson que me arrepiava os pelos e me enchia de adrenalina, mas caso os tempos, e os ventos tenham te feito esquecer, ao menos tenta lembrar de quando eu aparecia, deixando tudo claro. E de algumas chuvas que molharam nossos cabelos e meus olhos.
Que nosso encontro, ainda seja mais forte que qualquer palavra, ou falta dela. Mais forte que qualquer outra história sua ou minha... que sejamos sempre algo a parte.

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