segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

É difícil quebrar o pseudo-equilíbrio que tinha inventado pra mim, que funcionava até então.
The thing is, você chegou numa noite bagunçada, eu já tava lá, tomando todas esperando por nada além dum barato. Mas aí eu te vi assim, meio depressa. E nossos olhares já se invadiram naquele instante, estranhamente.
Te vi de novo e aí foi a perdição. A lua se foi, o dia nasceu e estávamos ali, hipnotizados.
As pessoas falam dos meus olhos, mas acho que nunca vi olhos como os seus. Eu ficava louca querendo olhar mais, e foi nessa brincadeira de olhar que me perdi. Acho inclusive que ainda estou aí dentro, dos teus olhos. Abrindo prateleiras, procurando dentro dos armários, de baixo da cama... Tentando entender o que está me deixando tão presa à você.
Seus olhos me lembram segredo. E isso parece muito clichê, mas não sei outro jeito ou outra palavra pra explicar... Também acho que está na hora de abraçar uns clichês, porque o que é a vida se não uma repetição de acontecimentos em lugares diferentes?
Depois dos olhos veio outra coisa, o corpo. Não se pode fazer pouco caso do corpo, porque ele fala. O corpo grita e tem voz própria. Não sei de muita coisa, mas sei que o nosso criou uma língua nova e se entendeu, se abraçou profundamente. Desde aí não consegui mais raciocinar como antes. Estou louca procurando por você.
Mas todos me falam to let it be... E eu não sei se criei uma ilusão, outra ilusão na minha cabeça, que vale a pena ir, ou se realmente devo valorizar tão pouco seus olhos, os corpos e as vozes que escuto.
Nunca sabemos até onde ir, no geral quem está por fora, sempre quer que você não vire a esquina, fique só até onde os olhos podem ver. Mas tem algo incrível que está me puxando pra escuridão, ela me instiga.
Se tudo é uma surpresa e por enquanto não sei se você é algo maravilhoso ou não, o que custa acreditar que sim? Se todo mundo quer apostar alguma ficha, porque eu não poderia apostar todas as minhas acreditando que vou ganhar?
Faz tempo que fujo dos olhos, mas já que nesses me encontro absorta, acho que posso também voltar a apostar.

Então é isso, minhas fichas estão na mesa, junto com meu coração. Como um bom apostador só acredito no seguinte: Dessa vez eu vou ganhar!

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