domingo, 6 de novembro de 2011

Mergulhei.
Pra variar, não soube ficar no raso. Tive que ir até o fundo, molhar os cabelos e a alma, pra ver se achava algum sentido para aquilo.
A vida me passa de uma forma estranha, e me pego o dia inteiro inventando teorias e desculpas pra tentar viver.
Lógico que não te contaria isso, já basta eu ter entrado na piscina... e pode ser fácil pra você me ver como qualquer outra. Mas eu faço um esforço enorme pra fazer isso e você não achar que eu to pirando, pensando logo de cara em falar que a gente tem que passar uns dias juntos, só nós dois.
O pior dia foi hoje. Na realidade, odeio essa coisa de internet. Odeio saber que você está "lá", mas que não vem falar em fugir comigo, ou ir no cinema, ir pra qualquer lugar.
Eu sei que você gostou de ontem, assim como não é complicado gostar de estar comigo. Mas nunca, nunca entendo a fuga...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

VEM!

Tenho certeza que você tem medo de mim. Sou muito arriscada e escorregadia feito bola de sabão.
Não sou previsível como as meninas que você costuma namorar... todas fofas e muito amorosas. Eu estou sempre precisando de mais, e isso te assusta, porque diferente das outras, não é algo que se compra. Preciso do que se cria.
Preciso te sentir perdendo as estribeiras e a lógica, e indo comigo, tomar banho no Lago Paranoá às 4:00 horas da manhã, mesmo com o frio.

Acho que ninguém sabe dessa sua curiosidade por mim, mas eu sei que você queria poder me ver, acordando descabelada num domingo, de samba canção. Você me fantasia, porque no fundo, sou aquilo que te privaram de ser. Sou a doida que fala palavrão em casamento e fica bêbada de champagne barato.

Se não fosse seu receio, a gente iria longe... e você seria apaixonado, eternamente. O amor é consistente, e é bom também... mas comigo você sentiria algo mais, e ficaria alucinado.
Você quer ser livre, e eu também. Mas não há nada mais livre do que namorar em baixo da chuva. E abrir uma cerveja debaixo do edredom.


Não há amor maior, que aquele que te deixa ir... viajar pelo mundo buscando o que não tem nome.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

para sempre nossa árvore

Passos rápidos,
que eu nem sentia
Estava preocupada
com o vento,
que brincava com meus cabelos
daquele lugar alto.

Me sentia a melhor
chegando em cima daqueles ombros
E sabendo que no almoço
tinha dose de suco de açúcar com laranja.

Você era mais
do que na época eu podia criar
E me contava histórias de gigantes de areia
com dentes de conchas
Na verdade,
você que era o gigante
E colecionava todos meus dentinhos de leite,
fortificados com toddynho.

E a gente ria...
ria vendo o Chapolin com sua astúcia
e descobrindo pedras de ouro pela rua.
E descobríamos o mundo inteiro
da quadra em cima das bicicletas.

Foi ali, naquela Combi vermelha
que eu aprendi a surfar.
Todo dia depois da escola ia deslizando
e inventando manobra...
e você me achando maluquinha.

Até que um dia seus passos diminuíram...
mas eu me arrastei pra te acompanhar.
E ainda depois de 20 anos quis ouvir de novo
a história do telegrama,
e qualquer outra história com sua voz.

Sabe, sei pouco demais dessa vida,
muito menos o porque dela levar quem a gente ama,
e nos acender a memória que não volta.

Se um dia você ler isso...
Lembra da árvore...aquela em que pegávamos cola.
Me cole no coração com aquela cola que a gente fazia. Me cole lá e não deixe que eu desgrude, ainda que quem eu sou se vá, lembra daquela nossa árvore, que guarda muito mais que nós.

o melhor dos meu erros

Eu fiz de tudo para estar com você. Durante cada pedacinho das minhas noites.
Fui me encurralando na parede, sem saídas fui te amando, mesmo na hora em que menos acreditava nessas coisas de amor.

Mas era bom, era BOM, ver você chegar tarde pra me ver. E ir me roubar pra uma cerveja num posto qualquer e ter medo de começar a me beijar e não parar mais.

Hoje te liguei, não resisti. Queria ver se na sua voz ainda tinha um pouco de você. É, porque você é diferente quando não é meu. Quando não está no nosso embalo louco, sem ritmo, sem nome, sem palavras.

Também não sei se confiei no telefone... eu mesma já tentei aumentar a distância milhares de vezes encurtando a conversa no telefone. A gente é daquele jeito que só sabe o que vai dar quando estamos perto.

Aí é que a temperatura aumenta, e mesmo que seja tudo errado, a gente não lembra, a gente se abraça e parece que não tem mais mundo, que não existe muro, e tudo é baixo pra gente pegar.
De um jeito estranho, dá pra pegar o céu com você. Aliás, acho até que você é um pedaço dele, e deve ser por isso que me invade e ilumina tão fácil.

Não sou aquela que é sua por todos os dias e sabe-se lá até quando, mas estou aqui... estupidamente te querendo de novo. Louca pra te agarrar apertado, depois virar a esquina e andar pra outro lado, longe do seu.

E se alguém me perguntar de nós, o que posso dizer? Somos inefáveis.
Há, uma complexidade transcendental, inebriante, subcutânea, extra-corpórea.

Eu ainda sinto tudo isso quando lembro de você, que veio e foi, tão fugaz. Não vou mentir dizendo que não quero de volta aquele frisson que me arrepiava os pelos e me enchia de adrenalina, mas caso os tempos, e os ventos tenham te feito esquecer, ao menos tenta lembrar de quando eu aparecia, deixando tudo claro. E de algumas chuvas que molharam nossos cabelos e meus olhos.

Que nosso encontro, ainda seja mais forte que qualquer palavra, ou falta dela. Mais forte que qualquer outra história sua ou minha... que sejamos sempre algo a parte.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

você parece sexta-feira. não preciso fazer nada pra gostar.