sexta-feira, 5 de outubro de 2007

sentimento sem pausa

sabe quando você entende uma coisa,mas finje que não entende só pra alguém especial explicar?
em geral,me seguro.olho pra frente.fecho a cara.mas hoje não.hoje o que eu queria era sentir,sentar perto de quem me quer bem.queria contar tudo pra você.não sei por que,mas me parece o dia certo.parece que o dia hoje foi como foi,só pra ter acontecido isso.não fosse a saudade e a vontade de voltar e refazer,ou fazer como temos feito agora,todo o passado.mas nem quero pensar nisso mais.nisso,no que se passou.porque eu vejo hoje,que tudo agora é bem maior.antes não sabia o que fazer. quando não sei o que fazer,me afasto. já fui pra longe de muita coisa.quando colocam-me em dúvida,fujo pelo escanteio,escondo-me no canto.e às vezes canto pra tristeza não me pegar.engraçado,começo a falar uma coisa,perco o rumo e vai virando poesia.isso quando eu já havia falado que não seria poesia.parecem minhas rezas.rezo quase toda noite.peço coisas boas pra deus.eu não sei se é em vão,se ele vem me ouvir.mas quando peço,fico melhor.nunca terminei uma reza sem sair do caminho.assim,vamos colocar a reza como um caminho.e os outros pensamentos,são os desvios.nunca acabei uma reza sem me desviar.se deus for como penso,é bonzinho demais e entende.mas voltando ao início.que na verdade não é início.pois eu mesma não tenho idéia de quando entrei pra essa coisa de pensar.o início é longe demais da onde cheguei (em questão de pensamento) por agora. vou voltar ao primeiro assunto.àquele que me levou a escrever.dessa vez que escrevo é diferente.estou parando tão pouco pra analizar o que digito,que isso é mais sentimento que tudo.é mais impulso do que beijar um desconhecido.em relação ao primeiro assunto,o jeito que está tudo hoje,é bom.é um jeito que nos faz bem,e não cabe nunca olhar pro passado.cabe olhar nos olhos e entender.bom,voltando pra este assunto,que não é um segundo assunto,mas que eu separo como sendo um,porque penso em coisas diferentes.mas não é um outro assunto.não,não.mesmo porque,dentro de mim é tudo tão interligado,que é difícil separar as coisas.eu sou um espelho de mim mesma.o que está dentro,vai pra fora.de um jeito ou de outro.eu posso esconder até.e muitas vezes escondo.normal.mas não consigo esconder de mim.não consigo me reinventar feliz.achei que podia,mas estaria sendo hipócrita comigo mesma,com meu próprio sentimento.e não,não tem nada pior.mas como eu mudo fácil,nem é de se estranhar,que eu ria,logo após de chorar.e queira abraçar aquilo que me desapontou. sentimento,pensamento,não pausa.não tem vírgula,nem parágrafo ou travessão,mas dedo,o nosso querido "pau mandado" dedo,para na hora que quisermos.ou,por uma fatalidade,não(mas isso é outra história).já que em meus dedos,ainda tenho a sorte de mandar,eu paro por aqui.mas sem parar de pensar.ponto.

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